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Ciro Gomes reage a ministro da Defesa: “Comando politizado”

"Este mesmo ministro disse autoritariamente ao TSE que vai indicar nomes de militares para fiscalizar as urnas", rebateu o pedetista

Gabriel Mansur - 24/06/2022 13h07 | atualizado em 24/06/2022 14h01

Ciro Gomes em live Foto: Reprodução/Instagram Ciro Gomes

O presidenciável Ciro Gomes reagiu, nesta sexta-feira (24), à notícia-crime que o Ministério da Defesa e as Forças Armadas apresentaram contra ele na Procuradoria-Geral da República.

Em nota oficial, o pré-candidato do PDT à presidência da República afirmou que a iniciativa da Defesa é uma “ação política”. Ciro também criticou o ministro da pasta, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira.

– Não me surpreende que a iniciativa desta ação política contra mim – e contra a minha candidatura- parta de um Ministro da Defesa que, possivelmente obedecendo ordens de seu comandante supremo [menção ao presidente Jair Bolsonaro], vem se notabilizando por tentativas de interferência no processo político. Como fez, recentemente, em relação ao Tribunal Superior Eleitoral. Vale lembrar que, há pouco tempo, este mesmo ministro disse autoritariamente ao TSE que vai indicar nomes de militares para fiscalizar as urnas – diz um trecho da nota.

O pedetista ainda afirmou que em “nenhum momento” disse que as Forças Armadas “estariam envolvidas com uma holding criminosa” na Amazônia. Para ele, a notícia-crime explicita o grau de politização do atual comando das Forças.

– A nota, que mais uma vez explicita o grau de politização do atual comando das Forças Armadas, tenta distorcer a crítica que fiz ao notório descontrole que impera, em áreas da Amazônia – ressalta outro trecho da declaração.

ENTENDA O CASO
Em entrevista à rádio CBN nesta terça (21), Ciro afirmou que Bolsonaro destruiu as bases de comando e controle na Amazônia e que isso transformou a região em uma “holding de crime”. Ciro também afirmou que o “narcotráfico é claramente protegido por autoridades brasileiras, inclusive as Forças Armadas” e que “não aconteceria se isso não fosse verdadeiro”.

Dois dias depois, o Ministério da Defesa e as Forças Aramadas publicaram uma nota conjunta repudiando as declarações de Ciro Gomes e afirmaram que as “acusações levianas afetam gravemente a reputação e a dignidade” das instituições.

O comunicado também destaca que foi apresentado uma notícia-crime ao procurador-geral da República, Augusto Aras, para apurar supostos crimes de “incitar, publicamente, animosidade entre as Forças Armadas” e “propalar fatos capazes de abalar o crédito das Forças Armadas ou a confiança que estas merecem do público”.

Declaração de Ciro Gomes
A nota, que mais uma vez explicita o grau de politização do atual comando das Forças Armadas, tenta distorcer a crítica que fiz ao notório descontrole que impera, em áreas da Amazônia. Em nenhum momento, disse que as Forças Armadas, enquanto instituições de estado, estariam envolvidas com essa holding criminosa.

Afirmei – e reafirmo – que frente à desenvoltura com que um tipo de estado paralelo age na área, é impossível não imaginar que alguns membros das forças de segurança possam estar sendo coniventes por dolo ou omissão.

Ao responder pergunta específica do jornalista, exerci meu direito de liberdade de expressão, sem excesso ou qualquer discurso de ódio. Muito menos com desrespeito a uma instituição que prezo e defendo.

Inclusive, afirmei, na mesma entrevista, que os militares são elementos essenciais a um Projeto Nacional de Desenvolvimento, além de ressaltar a importância do fortalecimento das Forças Armadas em um possível governo que eu venha a presidir.

Não me surpreende, portanto, que a iniciativa desta ação política contra mim -e contra a minha candidatura- parta de um Ministro da Defesa que, possivelmente obedecendo ordens de seu comandante supremo, vem se notabilizando por tentativas de interferência no processo político. Como fez, recentemente, em relação ao Tribunal Superior Eleitoral.

Vale lembrar que, há pouco tempo, este mesmo ministro disse autoritariamente ao TSE que vai indicar nomes de militares para fiscalizar as urnas

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