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Ciro diz ser “impossível” Tarcísio não disputar Planalto em 2026

Senador afirmou que, com apoio de Bolsonaro e Centro, "não tem como ele recusar"

Pleno.News - 30/09/2025 17h03 | atualizado em 30/09/2025 17h37

Ciro Nogueira Foto: Pedro França/Agência Senado

O senador e presidente do Partido Progressistas (PP), Ciro Nogueira, afirmou nesta terça-feira (30) que considera “impossível” o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deixar de disputar a Presidência da República em 2026. Durante entrevista à Globonews, o senador ressaltou que Tarcísio só será candidato se tiver apoio explícito do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

– Se [Tarcísio] não quiser, não será. Mas acho impossível isso acontecer. Se criarmos o ambiente político, com apoio dos partidos de centro e do presidente Bolsonaro, não tem como ele recusar. Ele tem 40% de desconhecimento, 20% a menos de rejeição que Lula e está empatado nas pesquisas. Num cenário tão polarizado, é imbatível – disse.

O chefe do Executivo paulistabtem negado publicamente e para alguns aliados a intenção de concorrer ao Palácio do Planalto no ano que vem. No entanto, a posição negativa não é vista como definitiva nos bastidores.

Ao longo da conversa, Ciro Nogueira negou ter interesse em ser candidato a vice-presidente na chapa de Tarcísio, mas também fez a ressalva de que “o vice não pode trazer rejeição” ao ser questionado se o vice em potencial seria alguém com o sobrenome Bolsonaro.

Ele salientou que a direita deve prestar atenção e respeitar as pesquisas eleitorais, uma vez que a rejeição ao ex-presidente está “muito forte” por conta do tarifaço imposto por Donald Trump e defendido pelo deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

O senador afirmou que, no campo político dele, os nomes competitivos hoje são Tarcísio e o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), ambos “praticamente empatados” com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas pesquisas de intenção de voto.

Segundo destacou, não se trata de uma preferência pessoal, mas de uma decisão que caberá ao ex-presidente Bolsonaro, a quem caberá “ouvir lideranças”, “respeitar as pesquisas” e “considerar o sentimento da população” antes de definir o melhor candidato.

No entanto, o presidente do PP disse que Tarcísio “não trairia” Jair. Acrescentou ainda que, caso o governador receba essa missão de todo o grupo político, não tem dúvidas de que o governador disputará o cargo e será eleito até com facilidade.

Ciro desconsiderou a força das manifestações contra anistia e a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) das Prerrogativas do dia 21 de setembro e afirmou que o governo federal se aproveitou do tarifaço para recuperar popularidade.

– Existe uma histeria da imprensa e da esquerda com essas manifestações. Elas pegaram carona em uma vontade popular contra a PEC da Blindagem. Mas todas as grandes manifestações de rua dos últimos anos foram da direita. Foi um erro de avaliação do Congresso ter dado essa oportunidade para criar uma narrativa que não condiz com a realidade nem com a vontade popular – finalizou.

O Pleno.News apurou com fontes próximas de Jair Bolsonaro de que a chapa do próximo ano já está decidida, e será composta pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para presidente, e pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) como vice.

A estratégia adotada, porém, é a de Tarcísio reafirmar sua candidatura pela reeleição ao governo de São Paulo, até para mitigar desgastes com o desejo do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de concorrer ao Palácio do Planalto.

*Com informações da AE

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