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Parlamentar afirma que houve "promessa" de ajuda em seu caso

Monique Mello - 11/08/2021 13h14 | atualizado em 11/08/2021 13h36

Flordelis afirma que votou em Arhtur Lira em troca de apoio em seu caso Foto: Reprodução

A deputada federal Flordelis (PSD-RJ), acusada de ser a mandante do assassinato de seu marido, o pastor Anderson do Carmo, em 2019, afirmou ter recebido “promessa” de Arthur Lira e aliados. De acordo com a parlamentar, lhe foi oferecida uma “força” no Conselho de Ética da Casa, caso ela votasse em Arthur Lira para presidência da Câmara.

– Eles me ligaram do meu partido para que eu pudesse apoiar a eleição do Lira para presidente [da Câmara]. Hugo Leal me deu a palavra dele de que me ajudaria nesse processo de cassação. Isso não está correto porque houve negociação; negociação de emenda e [de] acordos para que eles me ajudassem porque sabem que eu não cometi nenhuma quebra de decoro parlamentar – afirma Flordelis em áudios enviados ao jornal EXTRA.

A deputada afirma que, após o contato do deputado federal Hugo Leal (PSD-RJ), o próprio Lira telefonou para ela, para fazer a proposta. Floderlis também alega que eles chegaram a conversar pessoalmente sobre o assunto, em um encontro no Palácio Guanabara, em janeiro. Lira teria prometido “olhar com carinho” para o seu caso, assim que assumisse a presidência.

Flordelis também reclamou do abandono de seu partido (PSD), dizendo ser tratada como um “lixo”.

– Eu fui a única mulher eleita do partido, e eles me trataram como lixo, como nada. Iam me ajudar nesse processo de cassação, e isso não está acontecendo. Pelo contrário, estão acelerando meu processo de cassação. Por que será que eles estão fazendo isso? – desabafou.

Tanto Arthur Lira quanto Hugo Leal negam que tenham feito qualquer sinalização de benefícios para a deputada. Arthur Lira confirma que esteve com FLordelis em evento no Palácio Guanabara, mas nega a existência de qualquer promessa de benefícios para ela. Hugo Leal também refutou as alegações da parlamentar.

O parecer da Comissão de Ética da Câmara, que pede a cassação de Flordelis, será julgado pelo plenário da Casa nesta quarta-feira (11).

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