CFM expressa preocupação com Bolsonaro e requer sindicância
Conselho afirma ter recebido denúncias quanto à "garantia de assistência médica adequada"
Thamirys Andrade - 07/01/2026 14h50 | atualizado em 07/01/2026 17h32

O Conselho Federal de Medicina (CFM) determinou que o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) instaure imediatamente uma sindicância para apurar possível negligência na assistência médica prestada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília.
O órgão afirma ter recebido diversas denúncias que expressam inquietação quanto aos cuidados fornecidos ao ex-chefe do Executivo e “declarações públicas de relatos sobre intercorrências clínicas causam extrema preocupação à sociedade brasileira”.
– Os relatos de crises agudas de características diversas, episódio de trauma decorrente de queda, o histórico clínico de alta complexidade, sucessivas intervenções cirúrgicas abdominais, soluços intratáveis, e outras comorbidades em paciente idoso, demandam um protocolo de monitoramento contínuo e imediato, em que deve ser assegurada assistência médica com múltiplas especialidades pelo estado brasileiro, inclusive em situações de urgência e emergência – disse o CFM em nota publicada nesta quarta-feira (7).
A entidade finalizou afirmando que a “autonomia do médico assistente deve ser soberana na determinação da conduta terapêutica, não podendo sofrer influência de qualquer natureza, por possuir presunção de verdade”.
A manifestação do CFM ocorre após o ex-presidente sofrer uma queda durante a madrugada em sua cela nesta terça, e o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes negar a ida imediata do ex-chefe do Executivo ao hospital. Por fim, nesta quarta-feira (7), o ministro deu aval para que Bolsonaro fosse transferido ao Hospital DF Star, em Brasília (DF).
De acordo com o médico Claudio Birolini, que acompanha o líder conservador, o paciente teve traumatismo cranioencefálico leve e precisa ser submetido a exames.
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