Leia também:
X Caiado diz que sua “1ª medida” será derrotar Lula em 2026

Celso Amorim afirma que Brasil reforçará compromisso com Brics

País dobrará a aposta em meio ao embate com Donald Trump

Pleno.News - 27/07/2025 14h00 | atualizado em 28/07/2025 18h38

Celso Amorim e presidente Lula Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O assessor de Política Externa da Presidência, Celso Amorim, afirmou que o Brasil reforçará seu compromisso com o Brics, dobrando a aposta diante das ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas aos integrantes do bloco.

Em entrevista ao Financial Times, Amorim disse que os ataques de Trump estão fortalecendo as relações do país com o Brics. Ele negou que a aliança seja ideológica, mas que o bloco deve defender a ordem global multilateral, à medida que os EUA a abandonam.

– Queremos ter relações diversificadas e não depender de nenhum país – disse o assessor ao veículo britânico, citando parceiros na Europa, América do Sul e Ásia.

Nessa linha, o embaixador defendeu que a União Europeia ratifique rapidamente o acordo com o Mercosul, seja pelo ganho econômico imediato, seja pelo equilíbrio que o tratado pode trazer em meio à guerra comercial. O Canadá também foi citado: segundo ele, o país manifestou interesse em negociar um acordo de livre-comércio com o Brasil.

Amorim ainda afirmou que a interferência de Trump nos “assuntos internos brasileiros”, como o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), é algo que, segundo Amorim, não ocorreu nem nos tempos coloniais.

– Não acho que nem mesmo a União Soviética teria feito algo assim – comparou.

Amorim disse ainda que o último ano do governo Lula deve concentrar a política externa na América do Sul. O presidente brasileiro busca maior integração regional, já que o subcontinente negocia menos internamente do que com outras partes do mundo.

Por outro lado, o embaixador negou que o Brasil queira que a China seja a vencedora da disputa comercial, embora o gigante asiático seja o maior parceiro comercial do país.

– Os países não têm amigos, somente interesses. Trump não tinha nem amigos, nem interesses, somente desejos. Uma ilustração de poder absoluto – afirmou Amorim ao fim da entrevista.

*AE

Leia também1 Marco Rubio diz que Maduro não é presidente: "Chefe de cartel”
2 Secretário de Trump confirma que tarifaço entra em vigor dia 1°
3 Trump afirma que campanha de Kamala pagou endosso de artistas
4 Senadores brasileiros têm 1ª reunião nos EUA sobre tarifas
5 Trump diz que imigração ilegal está matando a Europa

Siga-nos nas nossas redes!
WhatsApp
Entre e receba as notícias do dia
Entrar no Canal
Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo
O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.