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Celina Leão diz que Papuda não tem como receber Bolsonaro

Vice-governadora afirmou que ex-presidente demanda cuidados específicos com a saúde

Pleno.News - 11/11/2025 15h17 | atualizado em 11/11/2025 17h08

Ex-presidente Bolsonaro durante interrogatórios no STF Foto: Ton Molina/STF

A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou, nesta segunda-feira (10), que o Complexo Penitenciário da Papuda não tem condições de receber o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL), pois o estado de saúde dele exige cuidados específicos.

– Ele precisa de uma dieta especial, tem idade avançada, trata-se de um ex-presidente. Se for bem cuidado, vai ter uma vida prolongada – declarou Celina, em entrevista ao SBT News.

Segundo a vice-governadora, a estrutura da penitenciária não é apropriada para abrigar o ex-presidente.

– Não temos condições de preparar uma comida especial de que ele necessita por causa das cirurgias. E, mesmo nas áreas mais isoladas, as condições não são adequadas para um ex-presidente – disse.

Celina Leão é aliada política da família Bolsonaro e amiga da ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Em maio, ela participou de ato pró-anistia em Brasília ao lado do casal. Em agosto, a vice-governadora esteve na residência dos Bolsonaro para visitar Michelle.

O político conservador está em prisão domiciliar preventiva desde 4 de agosto deste ano por um processo, que investiga a tentativa de obstrução do julgamento de um suposto plano de golpe de Estado. Muito embora, ele nem tenha sido citado pela PGR nesse processo. No decurso, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Na última sexta-feira (7), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou por unanimidade um recurso da defesa contra a condenação. O julgamento no plenário virtual vai até a próxima sexta-feira (14). É só após o trânsito em julgado do processo que Bolsonaro pode começar a cumprir a pena.

O local onde a pena será cumprida será definido pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, que é relator do processo, após o fim do julgamento. O mais provável é que Bolsonaro seja mandado para uma cela na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. O espaço, inclusive, foi reformado para recebê-lo.

Na última semana, a Secretaria de Administração Penitenciária de Brasília enviou um pedido ao STF para que o ex-presidente fosse submetido a avaliação médica para verificar se tem condições de cumprir pena no presídio da Papuda.

Alexandre de Moraes pediu a exclusão da petição dos autos do processo, indicando “ausência de pertinência” da solicitação com a Ação Penal 2668, referente à suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

*AE

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