Cartão Elo tem regra que também barra Moraes por sanção dos EUA
Operadora brasileira proíbe relacionamento com clientes que sejam sancionados pelo governo americano
Paulo Moura - 22/08/2025 14h36 | atualizado em 22/08/2025 16h55

O plano de driblar as sanções dos Estados Unidos com a emissão de um cartão Elo para o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pode não sair do papel. Embora a bandeira seja 100% brasileira, o regulamento da própria Elo proíbe bancos de emitirem cartões para clientes que estejam sujeitos a sanções impostas por Washington.
As restrições contra Moraes já o impedem de usar serviços de bandeiras internacionais como Mastercard e Visa. A alternativa, diante desse cenário, seria a adesão do magistrado a um cartão Elo, empresa criada em 2011 por Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Bradesco como resposta nacional às gigantes americanas.
O regulamento da Elo, no entanto, determina que bancos participantes não podem manter relação com clientes “objeto de sanções econômicas ou financeiras” aplicadas “pelo governo dos Estados Unidos da América”, o que inclui “sanções ou embargos administrados pelo OFAC ou pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos da América”, justamente os órgãos que puniram Moraes via Lei Global Magnitsky.
Na prática, isso significa que a bandeira brasileira estaria tão impedida quanto as internacionais de atender o ministro. O risco de descumprimento ainda é reforçado por parcerias da Elo com a americana Discover e com processadoras estrangeiras, como a holandesa Adyen, todas sujeitas ao alcance das sanções.
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