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Carta da USP: Skaf diz que foi incluído de forma fraudulenta

Empresário registrou boletim de ocorrência sobre o caso

Paulo Moura - 14/08/2022 14h52 | atualizado em 15/08/2022 13h40

Paulo Skaf Foto: Agência Brasil/Antonio Cruz

O ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) Paulo Skaf afirmou que sua assinatura foi incluída indevidamente na chamada Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito, elaborada pela Universidade de São Paulo (USP). O documento foi lido na última quinta-feira (11), na capital paulista.

– Confirmo que não assinei. Fraudaram minha assinatura – disse ele à CNN Brasil.

O ex-presidente da Fiesp afirmou que seu advogado tomou providências para retirar o nome do manifesto. Na manhã deste sábado (13) o nome dele já não aparecia mais entre os signatários da carta da USP. Skaf também registrou um boletim de ocorrência sobre o caso.

Em nota, a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo confirmou a retirada do nome, mas afirmou que os dados utilizados para o cadastro estavam corretos e a única assinatura da carta realizada pelo número de IP do computador foi a do empresário.

O manifesto elaborado pela USP, que foi divulgado no dia 26 de julho e lido na última quinta, recebeu o apoio de artistas, banqueiros, políticos, empresários, advogados, integrantes da magistratura e do Ministério Público. Entre os signatários, estiveram 12 ex-ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

A carta foi duramente criticada pelo presidente Jair Bolsonaro, que afirmou que não precisava de “cartinha” para demonstrar sua defesa à democracia e seu cumprimento às regras constitucionais. O presidente ainda declarou que o texto foi assinado por pessoas “sem caráter” e “cara de pau”.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, vice na chapa de Lula, aderiram ao manifesto, assim como os também candidatos à Presidência, Simone Tebet (MDB), Ciro Gomes (PDT) e Luiz Felipe D’Ávila (Novo).

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