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Carol de Toni questiona Toffoli na relatoria da CPI do Master

Deputada federal sugeriu que o ministro declinasse. Duas horas depois, o magistrado se declarou suspeito e deixou o caso.

Kleber Pizão - 11/03/2026 18h39 | atualizado em 11/03/2026 19h35

Caroline de Toni Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

A deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) publicou um vídeo criticando o sorteio do ministro Dias Toffoli para relatar o pedido apresentado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) para a abertura da CPI do Banco Master e do BRB na Câmara dos Deputados. Ela ressaltou o possível conflito de interesses do ministro com os investigados.

Horas depois, Toffoli se declarou suspeito e deixou a relatoria do caso. O magistrado participou do sorteio, pois, em fevereiro, quando ele pediu afastamento após reunir-se com o colegiado, o Supremo não reconheceu suspeição ou impedimento para que ele atuasse no caso Master, considerando-o apto para analisar e relatar questões ligadas ao banco.

Carol relembrou os escândalos envolvendo o nome do ministro e os investigados.

– Sim, ele é o ministro que está envolvido até o pescoço com Daniel Vorcaro [dono do Banco Master], que já viajou no avião do advogado [do banqueiro, em novembro de 2025], que puxou o processo para o Supremo, que estava relatando o caso, que decretou sigilo absoluto, que depois das provas reveladas, mandou que elas ficassem custodiadas no STF, ou seja, escândalo atrás de escândalo. (…) Ele não deve chegar perto de nenhum processo envolvendo o caso Master, pois ele tem conflito de interesses – apontou a deputada.

Relembre a participação de Toffoli no caso Master:
Em novembro de 2025, logo após o Banco Central decretar a liquidação do banco, Dias Toffoli assumiu a relatoria do caso no STF, por meio de sorteio.

Em dezembro, o ministro determinou o sigilo máximo do processo e avocou para a Suprema Corte todas as investigações da Operação Compliance Zero, que apurava as fraudes bilionárias.

No mesmo mês, Toffoli validou diligências da Polícia Federal, mas também ordenou que novas medidas contra o banco fossem previamente autorizadas por ele, além de marcar acareações entre investigados e dirigentes do Banco Central.

Em fevereiro, Toffoli deixou voluntariamente a relatoria após um relatório da Polícia Federal mencionar o seu nome em mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro. O afastamento ocorreu após a revelação de que o ministro é sócio do Tayayá Aqua Resort, localizado em Ribeirão Claro, no Paraná. A empresa realizou negócios com fundos ligados a Vorcaro.

Confira a publicação completa da deputada:

 

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Um post compartilhado por Carol De Toni (@carolinedetoni)

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