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Carlos tenta visitar o pai, não consegue, e reclama de restrições

Ex-vereador se queixou pelas visitas se restringirem às terças e quintas, apesar do estado de saúde do pai

Thamirys Andrade - 05/01/2026 14h45 | atualizado em 05/01/2026 16h43

Carlos Bolsonaro Foto: Cicero Rodrigues/CMRJ

O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) relatou ter tentado visitar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília nesta segunda-feira (5), mas foi impedido pelos agentes sob o argumento de que as visitas familiares se restringem às terças e quintas-feiras, apesar do estado de saúde delicado do líder conservador.

– Acabo de sair da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, após tentar visitar meu pai. Fui informado de que as visitas familiares estão restritas às terças e quintas-feiras, das 9h às 11h. (…) Hoje, 5 de janeiro de 2026, mesmo diante de um momento extremamente delicado de saúde, o presidente Jair Bolsonaro continua impedido de receber qualquer membro da família – escreveu ele, em postagem no X.

Nesse sentido, Carlos refutou a ideia de que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tenha liberado as visitas familiares de maneira geral.

– É importante deixar absolutamente claro: não é verdadeira a informação de que as visitas da família foram liberadas. O que ocorreu, na prática, foi apenas o fim da exigência de que a família tivesse de protocolar pedidos sucessivos e aguardar, muitas vezes em vão, a “boa vontade” do ministro Alexandre de Moraes para autorizar visitas por poucos minutos. Em diversas ocasião, esses pedidos sequer foram apreciados – elucidou.

Ele finalizou afirmando que “os fatos são esses”, e que “qualquer narrativa diferente disso não corresponde à realidade”.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por liderança de organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito, golpe de Estado, dano contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado. Ele nega ter cometido crimes e afirma ser alvo de perseguição política.

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