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Carlos critica “solução” da PF para barulho em cela de Bolsonaro

Ex-presidente recebeu protetores auriculares para suportar o "ruído enlouquecedor" provocado pelo aparelho de ar-condicionado

Henrique Gimenes - 13/01/2026 20h48 | atualizado em 14/01/2026 12h45

Carlos e Jair Bolsonaro Foto: EFE/André Coelho

O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) usou as redes sociais nesta terça-feira (13) para criticar a solução oferecida pela Polícia Federal (PF) para amenizar o barulho causado pelo ar-condicionado na sala em que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro está preso. Ele cumpre 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e atualmente se encontra em uma sala privada na Superintendência da PF, em Brasília (DF).

Após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a PF informou que não teria como eliminar o barulho na cela de Bolsonaro sem reformas estruturais, o que prejudicaria o funcionamento do local. De acordo com Carlos, a PF decidiu fornecer protetores auriculares para o ex-presidente.

– Em vez de eliminar a causa do problema, foi-lhe fornecido protetores auriculares como suposta medida. O fato, por si só, evidencia que os responsáveis têm plena ciência de mais essa irregularidade, mantendo a condição adversa e transferir ao custodiado o ônus de suportá-la – disse o filho do líder da direita brasileira.

Carlos ainda afirmou que é dever do Estado “assegurar dignidade, integridade e humanidade” aos presos e disse que é preciso adotar “providências urgentes” para lidar com a situação de Bolsonaro.

Leia a íntegra:
Fui informado de que o presidente Jair Bolsonaro, atualmente sob custódia do Estado, sabidamente por todos que sofre exposição contínua a ruído enlouquecedor intenso provocado por um equipamento de ar-condicionado central instalado junto à parede de sua cela.

Diante da situação, em vez de eliminar a causa do problema, foi-lhe fornecido protetores auriculares como suposta medida. O fato, por si só, evidencia que os responsáveis têm plena ciência de mais essa irregularidade, mantendo a condição adversa e transferir ao custodiado o ônus de suportá-la.

Ruído constante, privação de descanso e ambiente hostil configuram tratamento degradante, especialmente quando impostos a alguém com quadro de saúde sensível, agravando riscos físicos e psicológicos de forma desnecessária e injustificável.

Nenhuma custódia autoriza humilhação. Nenhuma medida administrativa pode substituir o dever do Estado de assegurar dignidade, integridade e humanidade.

Providências urgentes precisam ser adotadas.

Carlos Bolsonaro

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