Carlos comenta decisão: “Prisão domiciliar não é liberdade”
Filho do ex-presidente diz estar "aliviado", mas critica condenação
Leiliane Lopes - 24/03/2026 17h35 | atualizado em 24/03/2026 18h55

O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, criticou nesta terça-feira (24), em vídeo publicado na rede social X, a decisão que autorizou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele afirmou que a medida não representa liberdade e disse que o caso não deveria ter resultado em prisão.
– Olha só, prisão domiciliar não é liberdade. O presidente Bolsonaro não cometeu crime nenhum, não desviou milhões de cofres públicos e muito menos deu golpe, como tentam acusá-lo. A prisão domiciliar não se encerra o debate, mas se inicia. Bolsonaro não deveria nem sequer estar preso.
Na publicação, Carlos também afirmou que o ex-presidente está sendo impedido de falar com apoiadores e criticou decisões judiciais relacionadas ao caso.
– O último presidente da República com uma conduta ilibada, sendo proibido de estar ao lado do povo e permanentemente censurado nas redes sociais. O maior líder popular da história do Brasil é torturado, silenciado e impedido de se comunicar todos os dias – apontou.
O político ainda disse que a situação representa falta de liberdade no país e citou apoiadores que, segundo ele, também estariam sendo punidos de forma desproporcional.
– Assim como milhares de brasileiros que só queriam um país melhor. Isso não é democracia. Nós não temos liberdade e não podemos normalizar isso. É triste o que estão fazendo com o nosso país. Penas absurdas, completamente exageradas e descabidas para pessoas sem antecedentes criminais sendo tratadas como traficantes terroristas.
A manifestação ocorreu após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar nesta terça que Bolsonaro cumpra pena temporariamente em prisão domiciliar.
A medida atende a parecer da Procuradoria-Geral da República, que se posicionou a favor da mudança devido ao estado de saúde do ex-presidente. O prazo inicial é de 90 dias a partir da data em que ele receber alta hospitalar.
Bolsonaro cumpre pena desde setembro do ano passado, quando foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ele estava no 19º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília, conhecido como Papudinha, mas foi levado no dia 13 de março ao Hospital DF Star após apresentar um quadro de saúde grave.
– De fato, eu quero ver o presidente Bolsonaro em casa, mas não devemos de maneira nenhuma normalizar o fim da sua liberdade e comemorar migalhas ditatoriais. Não somos criminosos. Essa perseguição precisa acabar e o nosso povo precisa de liberdade de verdade. E 2026 é o ano. Deus, pátria, família e liberdade. Para nós e para o presidente Bolsonaro – concluiu Carlos.
Assista:
É óbvio que fico extremamente aliviado em finalmente ver meu pai em casa, podendo ser cuidado de forma mais adequada, aumentando sua possibilidade de sobreviver frente a tantas comorbidades médicas expostas ao longo de meses.
Mas isso não pode ser tratado como justiça e nem… pic.twitter.com/aHtBeIZ920
— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) March 24, 2026
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