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Carlos Bolsonaro: “Espetáculo, ódio puro e perseguição”

Vereador fez publicação sobre viés político na atuação da Polícia Federal

Paulo Moura - 22/07/2025 14h00 | atualizado em 22/07/2025 14h12

Carlos Bolsonaro Foto: Renan Olaz/CMRJ

O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) publicou, nesta terça-feira (22), uma dura crítica à atuação da Polícia Federal (PF) em investigações envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em texto postado no Instagram, Carlos denuncia o que considera ser o uso político da PF para promover uma campanha de tentativa de manipulação da opinião pública contra a família Bolsonaro.

– Que tipo de instituição, em uma democracia, troca a lei pela chantagem? – questiona o vereador logo no início da postagem.

Carlos acusa a Polícia Federal de ameaçar divulgar imagens sigilosas sempre que se sente contrariada, e diz que a imprensa tradicional atua como aliada dessa estratégia.

– A Polícia Federal, que deveria agir com isenção e respeito à legalidade, agora manda recado pela velha imprensa, ameaçando divulgar vídeos sigilosos sempre que se irrita com Jair Bolsonaro – afirmou.

O vereador também criticou o vazamento de uma imagem que mostra 14 mil dólares (R$ 77,8 mil) em espécie, encontrados na casa do ex-presidente durante a operação realizada na última sexta-feira (18) por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Para Carlos, a exposição foi feita com o único objetivo de “alimentar manchetes”.

– E quando isso não basta, parte para o golpe de imagem: vaza sorrateiramente uma foto de 14 mil dólares encontrados em sua casa, como se isso provasse qualquer narrativa. Tudo cuidadosamente arquitetado para alimentar manchetes, não inquéritos – escreveu.

Carlos Bolsonaro também lembrou que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, mandou incluir no inquérito contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) declarações críticas feitas pelo parlamentar sobre as ações da chefia da PF. O vereador lembra que ele próprio já foi alvo de intimação após uma publicação que sequer era direcionada à atual gestão da polícia.

– Então o diretor da PF manda incluir no inquérito contra Eduardo Bolsonaro sua fala de revolta frente às investidas da chefia da corporação como mostradas as arbitrariedades infinitas vezes. Lembrando que este mesmo senhor já mandou me intimar se sentindo ameaçado porque fiz uma postagem que nem era referente à sua gestão…. Isso me parece ter outro nome! – destacou.

Em tom de indignação, Carlos afirmou que o que se vê hoje não é mais um processo de investigação legítimo, mas sim um espetáculo judicial, movido por ódio e com o objetivo claro de destruir reputações.

– Isso não é investigação — é espetáculo. Não é imparcialidade — é ódio puro. Não é Justiça — é perseguição implacável – resumiu.

Carlos Bolsonaro também levantou dúvidas sobre o estado de Direito existente no país, sugerindo que os órgãos de Estado estariam rompendo com a legalidade democrática. Ele acusa os órgãos estatais de usar sigilos e vazamentos como armas políticas, minando os direitos básicos dos acusados.

– Você ainda acha que vivemos numa democracia? Quando órgãos de Estado usam o sigilo como arma política e o vazamento seletivo diário como ferramenta de pressão, antes mesmo dos acusados terem acesso aos autos, o sistema já se divorciou da legalidade – declarou.

A publicação terminou com uma analogia forte feita por Carlos, que disse que esse tipo de conduta não se parece com o funcionamento de uma República, mas sim com práticas mafiosas.

– Esse tipo de comportamento não é digno de uma República — é digno de máfia, de manipulação mística, de magia suja usada para iludir a opinião pública. E não, isso não é opinião. É fato. É mais um desrespeito à lei, aos princípios do devido processo legal e à inteligência dos brasileiros – concluiu.

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