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Câmara irá analisar urgência para votar PL de jogos de azar

Requerimento é o primeiro que será analisado pelos deputados nesta segunda-feira

Pleno.News - 12/12/2021 19h27 | atualizado em 13/12/2021 09h54

Câmara analisa requerimento de urgência para votar PL de jogos de azar Foto: Divulgação/Regent

O plenário da Câmara dos Deputados vai analisar, nesta segunda-feira (13), o requerimento de urgência para a votação do texto substitutivo ao Projeto de Lei (PL) 442/1991 dos jogos de azar, que pretende regulamentar bingos, cassinos, caça-níqueis, jogo do bicho, apostas, dentre outras práticas no país. Este é o primeiro item previsto para apreciação na sessão deliberativa.

O PL dos jogos de azar está parado há 30 anos na Câmara. O requerimento de urgência, por sua vez, aguarda há 5 anos para ser apreciado pelo plenário. Como mostrou o Estadão, o projeto passou a sofrer resistência de integrantes da bancada da bala, que trabalha para modificar o texto e tentar adiar a votação para o ano que vem.

Os deputados ligados a setores armamentistas e da segurança pública querem derrubar especificamente a regulamentação dos bingos, mas defendem, por exemplo, a liberação de cassinos e do jogo do bicho. A bancada evangélica, uma das maiores do Congresso, é contra o projeto e tem ajudado a travar a sua tramitação.

O relator do PL, Felipe Carreras (PSB-PE), avalia que a legalização dos jogos de azar no país deve levar à arrecadação de mais de R$ 65 bilhões por ano, além de contribuir com a geração de aproximadamente 650 mil empregos diretos.

Carreras argumenta ser necessário votar o substitutivo o mais rápido possível, tendo em vista que essa versão do texto foi elaborada para atender diretamente ao setor turístico, um dos mais prejudicados pela pandemia de Covid-19 no país.

Dados do Instituto Brasileiro Jogo Legal mostram que cerca de 200 mil pessoas viajam anualmente ao exterior em busca de casas de jogos de azar. O deputado Carreras afirma, em seu parecer do substitutivo, que a indústria das apostas movimenta mais de R$ 20 bilhões por ano no país. Estima-se, por exemplo, que 20 milhões de pessoas apostem diariamente no jogo do bicho.

– Há algumas questões que precisam ser desmistificadas sobre esse segmento, sobretudo a associação à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo – diz Carreras no substitutivo.

E completou:

– Por isso e em sintonia com as melhores práticas mundiais de regulação dessa indústria, propusemos que as entidades licenciadas a operar com jogos e apostas precisarão implementar e manter políticas e procedimentos de prevenção a práticas criminosas – apontou.

*AE

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