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Câmara exonera 40 funcionários de Maluf e Celso Jacob

Parlamentares estão presos e afastados do mandato. Salários e benefícios também estão suspensos

Henrique Gimenes - 03/01/2018 15h16

Câmara dos Deputados exonera 40 funcionários de Maluf e Celso Jacob Foto: Arte/Pleno.News

A Câmara dos Deputados decidiu exonerar 40 funcionários que trabalhavam nos gabinetes dos deputados Paulo Maluf (PP-SP) e Celso Jacob (PMDB-RJ). O ato foi publicado no Diário Oficial da União de 22 de dezembro e faz parte de um ato da mesa diretora da Casa que suspendeu os salários e benefícios dos dois parlamentares.

Os dois deputados atualmente se encontram presos no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Eles também foram afastados de seu mandatos. Pela decisão, foram demitidos 15 funcionários de Maluf e 25 funcionários de Celso Jacob.

Entre os benefícios suspensos dos deputados estão as cotas parlamentares, usadas para a restituição de despesas dos parlamentares, como passagens aéreas e alimentação, e a verba de gabinete, além do salário de R$ 33.763,00.

O deputado Paulo Maluf se entregou a Polícia n dia 20 de dezembro , após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinar que o parlamentar cumprisse sua pena de sete anos, nove meses e dez dias de prisão. Ele foi condenado pelo Supremo em maio pelo crime de lavagem de dinheiro. O afastamento de seu mandato ainda é provisório, já que a decisão precisa passar pelo plenários da Câmara.

Segundo a acusação do Ministério Público Federal (MPF), o deputado teria usado contas no exterior para lavar recursos desviados da Prefeitura de São Paulo entre 1993 e 1996, período em que foi prefeito da cidade. Os recursos teriam vindo da construção da Avenida Água Espraiada, que hoje é chamada Avenida Roberto Marinho. Os procuradores estimam que tenham sido movimentados US$ 170 milhões.

O deputado Celso Jacob foi condenado por falsificação falsificação de documento público e dispensa irregular de licitação em 2006. Na ocasião, ele ocupava o cargo de prefeito de Três Rios, no Rio de Janeiro).

Sua prisão aconteceu em junho do ano passado, após o STF determinar que sua pena de 7 anos e 2 meses de prisão em regime semi-aberto fosse comprida imediatamente. No entanto, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal revogou, em novembro, a autorização para o parlamentar trabalhar na Câmara durante o dia.

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