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Câmara do Rio debate feminicídio e falhas nas medidas protetivas

Audiência pública reunirá especialistas para discutir o tema

Kleber Pizão - 23/03/2026 15h10 | atualizado em 23/03/2026 17h34

Câmara Municipal do Rio de Janeiro Foto: Renan Olaz/CMRJ

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro vai realizar uma audiência pública nesta terça-feira (24), às 9h, para discutir o aumento recente nos casos de feminicídio e por que as medidas protetivas não têm sido eficazes para impedir que agressores se aproximem das vítimas.

A programação proposta pelo vereador Marcos Dias (Podemos-RJ), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara, contará com a participação dos vereadores Rafael Satiê (PL-RJ) e Flavio Pato (PSD-RJ), também membros da Comissão.

Estarão presentes no debate a secretária de Assistência Social, Delegada Marta Rocha; a médica legista Roberta Dutra; a advogada Dra. Sayonara Veras; e a guarda municipal Vanessa Brito, da Patrulha Maria da Penha.

Dias falou sobre a gravidade deste tipo de crime e da importância do debate sobre como ser mais assertivo no combate.

— O feminicídio é a forma mais extrema de violência contra a mulher. Precisamos discutir por que tantas medidas protetivas ainda falham em proteger vidas e como o poder público pode agir de maneira mais eficaz para evitar novas tragédias — afirmou o presidente da Comissão.

Além do debate, será exibida uma peça teatral chamada Antes que o Nome se Apague, que aborda de forma sensível a violência contra a mulher, com relatos sobre sobrecarga emocional, silenciamento, perda de identidade e relações abusivas, intercalados pela música Maria, Maria, de Milton Nascimento, e finalizados com a exposição de dados alarmantes sobre o tema no país.

Em 2024, uma mulher foi morta a cada seis horas, totalizando 1.450 vítimas de feminicídios. O levantamento também mostra que 37% das mulheres sofreram algum tipo de violência no último ano e que apenas uma em cada quatro vítimas denuncia o agressor.

Em 75% dos registros, o crime é cometido por pessoas próximas e 71,6% das agressões ocorrem dentro de casa. Estudos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que, em dias de jogos de futebol, os casos podem aumentar cerca de 25%, reforçando a gravidade do problema.

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