Câmara cobrará Lewandowski por não classificar PCC de terrorista
Ministro já teve convocação aprovada pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional
Paulo Moura - 12/05/2025 08h16 | atualizado em 12/05/2025 14h14

A decisão do governo Lula (PT) de não atender a um pedido dos Estados Unidos para enquadrar as facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas segue gerando reações, especialmente no Congresso Nacional.
A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (Creden), presidida pelo deputado Filipe Barros (PL-PR), pretende cobrar explicações do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. Barros anunciou que a comissão está preparando um pacote de ações para tratar da atuação internacional dessas facções.
Para o parlamentar, a recusa do governo Lula de classificar as facções como terroristas é desarrazoada e ignora alertas já emitidos pela própria Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que apontam o risco de deterioração das relações diplomáticas com países vizinhos devido à presença transnacional dos grupos criminosos.
Na última quarta-feira (7), a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional aprovou as convocações para ouvir Lewandowski e também o ministro Mauro Vieira (Itamaraty). No caso de Lewandowski, porém, o pedido estava mais relacionado ao asilo diplomático concedido à ex-primeira-dama do Peru Nadine Heredia.
Vieira, por sua vez, foi convocado para ser questionado sobre a “omissão do Estado brasileiro diante da grave situação humanitária enfrentada por oposicionistas do regime de Nicolás Maduro” que estavam refugiados na Embaixada da Argentina em Caracas. O grupo já foi retirado do local e enviado aos EUA em uma operação que contou com a participação do governo americano.
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