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Caixa: Guimarães exige provas de assédio e cita “difamação”

"Versão de um delator não vale nada se não vier acompanhada de provas", afirmou ex-presidente em artigo

Gabriel Mansur - 05/07/2022 14h50 | atualizado em 05/07/2022 16h58

Presidente da Caixa Econômica, Pedro Guimarães Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Inocente até que se prove o contrário. O ex-presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Pedro Guimarães, se “ampara” na presunção da inocência para se defender das denúncias de que teria cometido assédio moral e sexual contra funcionárias do banco enquanto estava no cargo máximo da estatal.

Em artigo publicado no jornal Folha de São Paulo, nesta terça-feira (5), Guimarães nega as acusações e desafia “os agentes e as agentes da difamação”, segundo ele, a apresentarem provas do suposto crime. Guimarães ainda afirma que uma acusação sem provas não vale “nada” e que vai lutar pela verdade.

– No direito criminal, até mesmo a versão de um delator não vale nada se não vier acompanhada de provas materiais que a convalidem – ressaltou Pedro, que ainda declarou que pedirá aos hotéis onde ficou hospedado nas viagens a trabalho e à própria Caixa todas as imagens de câmeras para comprovar que não é um “assediador serial”.

– Irei solicitar e submeter todos os meus emails à perícia por especialistas independentes: quantos assédios eles contêm? Quantas advertências recebi para que não me comportasse de maneira errada? Suponhamos que não haja um registro sequer de irregularidade. Que assediador serial é esse que, durante quase quatro anos, não digitou nada, não recebeu mensagem alguma de suas vítimas, não mandou nem recebeu áudio de assédio algum? – indaga Guimarães no texto.

Afastado da presidência desde a semana passada, Guimarães também sugere que uma auditoria independente, em processo de contratação pela Caixa para auxiliar nas investigações, envie questionários aos vice-presidentes para que eles respondam se presenciaram algum assédio por parte dele e que providência tomaram.

Guimarães afirma que ele e a família estão sofrendo um “massacre insano e inquisitorial” e que ele é o maior interessado no esclarecimento dos fatos.

– Por isso, eu quero sofrer a mais profunda devassa a que uma pessoa pode ser submetida. Sou eu o maior interessado em que tudo venha à tona – completou.

ENTENDA O CASO
Relatos de várias testemunhas, inicialmente publicadas pelo site Metrópoles, e em processo de investigação no Ministério Público Federal, revelam que Guimarães assediava funcionárias, principalmente nas viagens a trabalho. Denúncias investigadas pelo Ministério Público do Trabalho também acusam o ex-presidente da Caixa de assédio moral.

Por causa das acusações, Guimarães resolveu pedir demissão e deixou a presidência da CEF na última quarta-feira (29). O governo indicou Daniella Marques para o cargo.

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