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Brasil pode moderar tensão entre Ucrânia e Rússia, diz Aécio

Em nota, presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara lembrou que o país mantém relações estratégicas com os dois países

Henrique Gimenes - 15/02/2022 17h01 | atualizado em 15/02/2022 17h39

Deputado Aécio Neves Foto: Lula Marques/AGPT

Nesta terça-feira (15), o presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, Aécio Neves (PSDB-MG), afirmou que o Brasil pode “exercer importante papel de moderação” na tensão entre a Rússia e a Ucrânia. A declaração foi feita por meio de uma nota oficial da comissão.

Nos últimos meses, a Rússia e a Ucrânia têm estado sob a forte tensão de uma iminente invasão russa. Embora o presidente Vladimir Putin negasse qualquer intenção de invadir o país vizinho, imagens de satélite revelaram milhares de militares russos montando acampamentos próximos à fronteira com a Ucrânia. Putin também enviou o maior contingente de soldados para Belarus desde a Guerra Fria, com alguns destacamentos posicionados há apenas duas horas da capital ucraniana, Kiev.

Na carta, Aécio neves apontou que o “Brasil mantém relações estratégicas tanto com a Rússia, juntamente com a qual integra o BRICS, como com a Ucrânia, que abriga hoje a maior comunidade ucraniana da América Latina, contando com mais de um milhão de pessoas, entre ucranianos e descendentes”.

O parlamentar também destacou a “importância do diálogo mantido nesta segunda-feira entre os chanceleres Carlos França, do Brasil, e Dmytro Kuleba, da Ucrânia, no qual o ministro brasileiro reiterou os propósitos da viagem do presidente da República Federativa do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, a Moscou, centrada nos temas econômicos e comerciais”. De acordo com ele, o ato “sinaliza a disposição do país em contribuir positivamente com as relações, evitando mal-entendidos e ruídos desnecessários”.

Por fim, o deputado disse que a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara “apoia a adoção de mecanismos de solução pacífica em relação aos desentendimentos registrados entre os dois países, que reflitam as leis e os ditames do direito internacional”.

Veja a íntegra da nota:

Crise Rússia – Ucrânia – Nota Oficial da Presidência da CREDN

A comunidade internacional acompanha com apreensão, desde dezembro último, a uma escalada nas tensões entre a Rússia e a Ucrânia que, desejamos, possa ser paulatinamente reduzida com a ampliação do diálogo entre as partes, especialmente no âmbito do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (CSNU), instância adequada para a resolução pacífica dos conflitos.

Da mesma forma, acreditamos que o Brasil, na recém qualidade de membro não permanente do CSNU (biênio 2022 – 2023), pode exercer importante papel de moderação, por meio de sua diplomacia, para que os cenários de conflito armado não se confirmem. O Brasil mantém relações estratégicas tanto com a Rússia, juntamente com a qual integra o BRICS, como com a Ucrânia, que abriga hoje a maior comunidade ucraniana da América Latina, contando com mais de um milhão de pessoas, entre ucranianos e descendentes. O Brasil também abriga a terceira maior comunidade de ucranianos e seus descendentes fora daquele país, depois dos Estados Unidos e Canadá.

Destaco, outrossim, a importância do diálogo mantido nesta segunda-feira, 14, entre os chanceleres Carlos França, do Brasil, e Dmytro Kuleba, da Ucrânia, no qual o ministro brasileiro reiterou os propósitos da viagem do presidente da República Federativa do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, a Moscou, centrada nos temas econômicos e comerciais. O gesto sinaliza a disposição do país em contribuir positivamente com as relações, evitando mal-entendidos e ruídos desnecessários.

Por fim, assinalamos que a CREDN apoia a adoção de mecanismos de solução pacífica em relação aos desentendimentos registrados entre os dois países, que reflitam as leis e os ditames do direito internacional. Esta Comissão seguirá acompanhando o desenrolar dos acontecimentos e espera, vivamente, que o seu desfecho tenha a paz como única solução.

Deputado Aécio Neves
Presidente da CREDN

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