Brasil agirá em reciprocidade se Portugal exigir visto
Ministro Ricardo Lewandowski deu declarações nesta quarta-feira
Pleno.News - 02/07/2025 21h34 | atualizado em 03/07/2025 13h56

Nesta quarta-feira (3), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou que as políticas migratórias se baseiam “no princípio da reciprocidade” e que, portanto, as medidas tomadas por Portugal “eventualmente também serão adotadas pelo Brasil”, em referência à intenção do governo português de modificar a Lei de Estrangeiros.
Lewandowski fez essa afirmação a um pequeno grupo de veículos de comunicação, entre os quais a Agência EFE, após participar em Lisboa do XIII Fórum de Lisboa, que até esta sexta-feira (4) reúne autoridades, empresários e especialistas portugueses e brasileiros, disse que “a migração na Europa e na América do Sul, em todo o mundo, aumentou e esse é um fenômeno que precisa ser regulamentado”.
– A questão dos vistos, como todos sabemos, é regulamentada pelo princípio da reciprocidade; é claro que todas as medidas adotadas aqui também serão adotadas pelo Brasil – explicou Lewandowski.
Em junho, o governo de Portugal anunciou a intenção de modificar a Lei de Estrangeiros e, entre outras medidas, começar a exigir dos cidadãos brasileiros um visto para entrar em Portugal e solicitar a autorização de residência, o que até agora não era necessário.
No entanto, quanto à possibilidade de o Brasil adotar uma decisão semelhante, Lewandowski ressaltou que, em virtude da Constituição de seu país, “os cidadãos portugueses no Brasil têm uma série de vantagens sobre os cidadãos de outros países”, motivo pelo qual não considerou que isso pudesse ser feito através de “uma simples medida administrativa”.
O ministro reiterou a “relação tão estreita” que Brasil e Portugal têm e se referiu aos 2 mil brasileiros que estariam em situação irregular com o risco de serem devolvidos ao país, para destacar que vê “com grande satisfação” que o governo português está “examinando cada caso concretamente”.
– Portanto, nada será feito de forma abrupta, não será uma deportação em massa, uma expulsão em massa, mas tudo dentro da lei, dentro dessas garantias de que gozam os cidadãos de um país democrático em todo o mundo – resumiu.
*Com informações da Agência EFE
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