Braga Netto pede TV a cabo para acompanhar notícias na prisão
General está preso desde dezembro de 2024
Pleno.News - 08/02/2026 13h30 | atualizado em 09/02/2026 12h26

O general Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil no governo de Jair Bolsonaro (PL), pediu autorização ao ministro Alexandre de Moraes para instalar TV a cabo em sua cela na 1ª Divisão do Exército do Comando Militar Leste, no Rio de Janeiro. No pedido, ele também solicita autorização para realizar uma graduação à distância para reduzir sua pena. As solicitações ainda não foram analisadas.
Segundo a defesa de Braga Netto, o ex-ministro e ex-candidato a vice-presidente na disputa eleitoral de 2022 quer utilizar a TV a cabo para acessar canais de notícias.
– É direito do general Braga Netto se manter vinculado à realidade social e não há qualquer óbice na legislação a que isso se dê por meio do acompanhamento dos canais de notícias. Tal possibilidade ganha ainda mais relevância diante do fato de que o Peticionário é único custodiado da unidade militar, o que o impõe uma rotina sem o estabelecimento de relações interpessoais e, portanto, sem qualquer integração social – diz a defesa de Braga Netto.
Por isso, “requer-se autorização para acesso a televisão a cabo, cujos custos de contratação, instalação (considerando a infraestrutura disponível na unidade militar) e manutenção serão totalmente suportados pelo próprio general Braga Netto”.
Quanto à graduação, a defesa aponta uma lista de cursos ofertados pela faculdade Estácio, mas sem identificar qual deles o ex-ministro teria escolhido. A lista inclui graduações de dois a quatro anos, nas mais diversas áreas.
Walter Braga Netto foi condenado a 26 anos de prisão em regime fechado, pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.
Ele já estava preso desde dezembro de 2024, acusado de obstruir a investigação sobre a tentativa de impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
*AE
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