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Braga Netto: ‘Forças Armadas cumprem Constituição Federal’

Ministro da Defesa deu declarações na Comissão de Defesa Nacional da Câmara

Pleno.News - 05/05/2021 19h27 | atualizado em 05/05/2021 21h16

Ministro da defesa, Braga Netto Foto: PR/Beto Barata

Nesta quarta-feira (5), o ministro da Defesa, Walter Braga Netto, afirmou que não há risco de “politização” das Forças Armadas no Brasil.

– Isto é ponto pacífico entre os comandantes. Já conversamos sobre isto e não existe esta possibilidade – disse o ministro.

Ele deu declarações ao participar de uma reunião de mais de cinco horas de duração na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados.

– As Forças Armadas cumprem a Constituição Federal, cujo Artigo 142 prevê a garantia dos poderes constitucionais, da lei e da ordem – acrescentou o ministro.

Ele assegurou que isso não representa uma “tutela” militar do poder político, e que democracias fortes dependem de instituições independentes.

– As Forças Armadas observam esses procedimentos. Prontas para, se houver necessidade, e desde que acionadas dentro do que a Constituição delimita, atuarem para equilibrar qualquer tipo de diferença ou descompensação que houver – esclareceu Braga Netto ao responder as perguntas dos parlamentares.

Ao ser questionado sobre a presença de militares nos cargos do primeiro escalão do governo federal, Braga Netto disse que “há dados sendo divulgados que não são reais, porque o pessoal, quando calcula, computa tudo. Só no Gabinete de Segurança Institucional e no Ministério da Defesa, somados, há cerca de 2,8 mil cargos de natureza militar”.

O ministro citou também os reservistas que, em 2020, foram contratados para reforçar, temporariamente, o atendimento nas agências da Previdência Social para reduzir o estoque de pedidos de benefícios feitos ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

– Todo este pessoal [costuma] entrar no cômputo [que vem sendo divulgado]. Uma falsa ideia de que há não sei quantos mil militares no governo. Quanto aos que estão [nos cargos dos primeiros escalões], é necessário lembrar que não há diferenciação legal entre militares e civis para ocuparem cargos. A questão, para mim, é se a pessoa é competente ou incompetente. Se for competente, ela ocupa o cargo. E se não apresentar resultados, ela é retirada.

*Com informações da Agência Brasil

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