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Braço-direito de Aras diz que vídeo não prova interferência

Secretário-geral do MPU chamou gravação de "risco na água"

Paulo Moura - 25/05/2020 09h54

Reunião ministerial do governo virou alvo de investigação Foto: Reprodução

O secretário-geral do Ministério Público da União (MPU), Eitel Santiago, considerado braço-direito do procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou em entrevista à CNN Brasil que o vídeo da reunião ministerial não prova qualquer interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal.

– Vi o vídeo e nele não aparece qualquer indício de interferência do Presidente em alguma investigação que esteja em curso. Sobre o tema, o vídeo é um risco na água – disse.

Santiago também discordou da fala do ex-procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, que afirmou que viu provas de interferência, e disse que Fonteles era “simpatizante do PT” quando estava na PGR.

– Notório simpatizante do PT, quando era PGR, Fonteles deixou que a paixão política contaminasse a própria atuação dele na chefia do MPF. Por isso, ele impediu uma investigação logo no início do Governo Lula – declarou.

O chefe do MPU também disse que qualquer tentativa de apreender o celular do presidente Jair Bolsonaro deve ser “repelida” e que já existe uma jurisprudência na própria Suprema Corte que impede tal decisão.

– O ministro Edson Fachin negou, no passado, o pedido da Polícia Federal para quebrar o sigilo telefônico do presidente Michel Temer, em inquérito instaurado contra ele. A determinação parece que pode afrontar a excepcional prerrogativa que o chefe de Estado da República Federativa do Brasil tem de preservar o sigilo de suas comunicações – completou.

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