Bolsonaro volta para sede da PF e defesa faz novo pedido a Moraes
Médicos listaram uma série de exames; ex-presidente segue em jejum para realizá-los ainda hoje
Pleno.News - 06/01/2026 19h23 | atualizado em 06/01/2026 20h02

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro informou nesta terça-feira (6) que retornou à Superintendência da Polícia Federal (PF) para acompanhar o envio de uma nova petição ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a situação médica do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo Michelle, o pedido foi feito nos moldes exigidos pelo ministro Alexandre de Moraes e inclui o laudo dos peritos e solicitações de exames. Ela afirmou que o documento já foi encaminhado pela PF.
– Retornamos à PF para acompanhar a petição, nos moldes exigidos pelo ministro Alexandre de Moraes, com o laudo dos peritos e os pedidos de exames – escreveu.
O pedido inclui laudo do médico Brasil Ramos Caiado, integrante da equipe particular que acompanha Bolsonaro. O documento descreve um quadro compatível com traumatismo craniano após queda.
No relatório, o médico aponta síncope noturna associada à queda, possível crise convulsiva, oscilação de memória e lesão cortante na região temporal direita. Diante do quadro, são recomendados exames com urgência.
A defesa solicita a realização de tomografia computadorizada de crânio, ressonância magnética de crânio e eletroencefalograma. Segundo os advogados, os exames são essenciais para uma avaliação neurológica adequada.
– A realização dos exames em ambiente hospitalar especializado é necessária para afastar risco de agravamento do quadro e prevenir complicações neurológicas – alegam os defensores.
Bolsonaro sofreu uma queda durante a madrugada, dentro da cela na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e bateu a cabeça. No primeiro atendimento, a PF não apontou necessidade imediata de internação.
Horas depois, ao analisar o pedido da defesa, Moraes negou a remoção ao hospital.
– Não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital – afirmou o ministro, citando nota da Polícia Federal.

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