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Em evento no RS, presidente chamou de "vagabundo" quem "dá a canetada" autorizando operação da PF

Henrique Gimenes - 03/09/2022 19h27 | atualizado em 05/09/2022 12h23

Presidente Jair Bolsonaro Foto: EFE/ Joédson Alves

Neste sábado (3), o presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar uma ação da Polícia Federal (PF) contra um grupo de empresários que teria supostamente defendido um golpe de Estado, em caso de vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições. Durante um evento de campanha no Rio Grande do Sul, Bolsonaro falou que quem autorizou a operação da PF é um “vagabundo”, em referência ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

– Vimos há pouco, empresários tendo sua vida devassada, recebendo visita da Polícia Federal porque estavam privadamente discutindo um assunto que não interessa o que seja. Eu posso pegar meia dúzia aqui, bater um papo e falar o que bem entender. Não é porque tem um vagabundo ouvindo atrás da árvore a nossa conversa que vai querer roubar nossa liberdade. Agora, mais vagabundo do que esse que está ouvindo a conversa é quem dá a canetada após ouvir o que ouviu esse vagabundo — apontou.

A operação da PF ocorreu após uma reportagem do site Metrópoles apresentar prints que seriam de conversas de grandes empresários brasileiros em um grupo privado de WhatsApp. De acordo com o colunista Guilherme Amado, entre os empresários presentes no grupo estavam Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan; Afrânio Barreira, do Grupo Coco Bambu; José Koury, dono do Barra World Shopping, no Rio de Janeiro; Ivan Wrobel, dono da construtora W3 Engenharia; e Marco Aurélio Raymundo, dono da marca de surfwear Mormaii.

A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. Ele autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra oito empresários. Nas mensagens, eles teriam chegado a afirmar que “golpe foi soltar o presidiário” e que os atos marcados para o próximo 7 de Setembro estão sendo programados “para unir o povo e o Exército”. O ministro também atendeu a um pedido do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) pelo afastamento dos sigilos bancário e de mensagens.

Durante o evento, Bolsonaro também criticou outras medidas adotadas contra apoiadores.

– Eles começam gritando “fascista”, “homofóbicos”, mas conversem com essas pessoas, falem para eles: “Você quer comer cachorro? Quer perder sua liberdade, perder o uso do telefone celular, como temos visto por aí?”. Decisões absurdas desmonetizando páginas, derrubando páginas, bloqueando redes sociais. Quem é que diz que isso ou aquilo é ou não desinformação? Onde está a lei para mandar um juiz tomar decisão como essa? Não existe lei para isso. Pode ter certeza que, se Deus quiser, se essa for a vontade dele e o entendimento de vocês, após a reeleição, com mais firmeza ainda, nós vamos defender os direitos e garantias individuais previstos na nossa Constituição – afirmou.

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