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Bolsonaro: “Vamos destruir o vírus, não atacar o governo”

Em discurso, presidente voltou a negar que pretenda adotar um lockdown nacional

Henrique Gimenes - 22/03/2021 17h08 | atualizado em 22/03/2021 17h48

Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia de assinatura do decreto que regulamenta o Fundeb Foto: Reprodução

Nesta segunda-feira (22), o presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar as medidas de lockdown como forma de combate à Covid-19, lembrou que o Brasil é o quinto que mais vacina no mundo, apontou que o país estaria “voando” se não fosse a pandemia e pediu o fim da “politização” sobre o coronavírus.

As declarações foram dadas durante a cerimônia de assinatura do decreto que regulamenta o Fundeb.

Bolsonaro começou seu discurso falando sobre os dados econômicos do país e a questão da vacinação. Ele disse que o Brasil já conseguiu mais doses de imunizantes e destacou o fato de outros países terem problemas em arrumar vacinas. O presidente então falou da questão do lockdown e negou que irá adotar a medida de forma nacional.

– Alguns setores importantes da sociedade querem que eu decrete um lockdown nacional ou um lockdown regional porque eu devo seguir a ciência. Então vou seguir a ciência. Declarou aqui David Nabarro, da OMS: “Portanto, apelamos a todos os líderes mundiais: ‘Pare de usar o lockdown como método de controle’ (…) Diz então a OMS que a única consequência do lockdown é deixar as pessoas pobres mais pobres (…) Me chamam de negacionista. Respeite a ciência. Não deu certo. Estou seguindo a OMS. Não podemos transformar os pobres em mais pobres – apontou.

Depois, Bolsonaro voltou a mostrar a preocupação com a questão dos empregos da população.

– Sempre disse que temos que procurar com vidas, mas também com empregos (…) Parece que no mundo todo, só no Brasil está morrendo gente. Lamento o número de mortos. Não sabemos quando isso vai acabar e se vai acabar um dia. Na Itália está vindo a terceira onda (…) Estou preocupado com vida sim -afirmou.

Por fim, ele pediu a união de esforços no combate ao vírus e não no ataque ao governo.

– Vamos destruir o vírus, e não atacar o governo. Não pode essa questão continuar sendo politizada em nosso Brasil – concluiu.

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