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Bolsonaro sobre críticas de Lula ao armamento: ‘Só não comprar’

Ex-presidente defende revogar os decretos que flexibilizam a compra de armas

Thamirys Andrade - 11/03/2021 11h04 | atualizado em 11/03/2021 12h23

Presidente Jair Bolsonaro afirma que dorme próximo a armas Foto: Reprodução

Nesta quarta-feira (10), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) respondeu as críticas do ex-presidente Lula (PT) sobre a flexibilização do armamento. “É só não comprar”, rebateu o mandatário.

– Olha, se não quiser, é só não comprar. […] É um direito não comprar. Tem coisa que eu não gosto, e você gosta, mas eu não quero proibir de você comprar isso daí. Agora, a arma em um país onde um lado está armado, a bandidagem… ajuda você a ter uma segurança dentro de casa; [isso] para quem tem a posse de arma de fogo. Para quem tem porte, ajuda numa segurança externa – defendeu.

O chefe do Executivo acrescentou ainda que, assim como ele, o ex-presidente anda cercado por seguranças armados. Para Bolsonaro, Lula deveria “dar o exemplo”.

– Agora, o Lula, quando anda por aí, anda armado, assim como eu. Não tô armado aqui, mas tenho toda minha segurança armada, né. Ele poderia dar exemplo e deixar de andar com segurança armado por aí.

Ele mencionou ainda a decisão de 2019 aprovada pelo Congresso Nacional que estendeu o porte de armas no campo.

– Não assistimos mais à invasão de terra por parte do MST do Lula. Então, esse pessoal do Lula que nada produz, nada faz, a não ser levar o terror ao campo, não fez invasão de terra no ano passado – acrescentou.

A flexibilização do armamento foi uma das principais bandeiras da campanha de Jair Bolsonaro. No mês de fevereiro, ele editou quatro decretos a fim de facilitar o acesso a compra de armas de fogo no Brasil. As medidas aumentam o limite máximo para a aquisição de armas de uso permitido para a população, autorizam as pessoas com porte a conduzir até duas armas simultaneamente e retiram do Exército a função de fiscalizar a compra e o registro de alguns armamentos e acessórios.

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