Bolsonaro sobre crítica de Malta a Alcolumbre: “Dispensável”
Ex-presidente frisou, contudo, que Magno Malta é um "grande amigo" e que a "luta continua"
Thamirys Andrade - 01/02/2025 18h55 | atualizado em 03/02/2025 18h32

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) comentou a decisão do senador Magno Malta (PL-ES) de ir na contramão de seu partido e não apoiar a eleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) como presidente do Senado. Para o político conservador, trata-se de um “discurso dispensável”, embora o parlamentar esteja no seu “direito”. O líder da direita também frisou que Magno Malta é um “grande amigo”, e a “luta continua”.
A fala ocorre após Malta dizer abertamente que não votaria em Alcolumbre, porque eles possuem visões diferentes sobre diversos temas que considera “fundamentais”.
– Davi Alcolumbre sempre soube da minha posição. O campo político ao qual ele pertence tem uma visão diferente da minha sobre temas fundamentais, como o impeachment de ministros, o resgate das atribuições do Senado, a anistia dos inocentes de 8 de janeiro e o impeachment de Lula. Continuarei mantendo uma postura crítica e firme nesses assuntos. Tenho respeito por ele, mas votar no Davi é, no mínimo, votar no sistema ou “cuspir” no rosto do povo do meu estado que confiou em mim – ponderou, em entrevista ao portal O Antagonista.
Bolsonaro, por outro lado, decidiu dar apoio à eleição de Alcolumbre para garantir que o Partido Liberal (PL) tenha espaço na Câmara. O objetivo é ter uma boa relação com o próximo presidente do Senado para fazer avançar pautas da direita. Para ele, os demais candidatos, os senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Marcos Pontes (PL-SP), não tinham chance de vencer.
– O voto é secreto, mas a gente já sabe quem vai ganhar. Se no Senado, a gente apoiasse outro cara qualquer, perderia (…). Foi bem negociado na Câmara e no Senado, as duas vice-presidências vão ser nossas. Nos fortalecemos, deixamos alguns projetos pessoais – assinalou Bolsonaro.



















