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Bolsonaro reclama de gravação e cobra autorização judicial

Presidente teve conversa com o senador Jorge Kajuru gravada e divulgada pelo parlamentar

Pleno.News - 12/04/2021 15h41 | atualizado em 12/04/2021 19h17

Presidente Jair Bolsonaro quer autorização judicial para gravação de conversas Foto: PR/Marcos Corrêa

O presidente Jair Bolsonaro reclamou nesta segunda-feira (12) da divulgação de um telefonema seu com o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO). Segundo o presidente, seria necessária autorização judicial para a gravação do diálogo ter sido feita pelo parlamentar, no entanto, há uma brecha que permite o caso, uma vez que não há proibição na lei nos casos em que a divulgação é feita por um dos participantes. A conversa entre os dois tratou sobre a instalação da CPI da Covid no Senado.

– Eu fui gravado em uma conversa telefônica, está certo? A que ponto chegamos no Brasil? Gravado. A gravação é só com autorização judicial. Agora, gravar o presidente e divulgar… E outra, só para controle, falei mais coisas naquela conversa lá. Pode divulgar tudo da minha parte, tá? – comentou com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada nesta manhã.

A divulgação da conversa foi feita ontem, mas, segundo Kajuru, o telefonema ocorreu no sábado (9).

No telefonema, Bolsonaro pressionou Kajuru a ingressar com pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal. A decisão pela criação da CPI, que tem o apoio de mais de um terço do Senado, foi do ministro Luís Roberto Barroso.

– Você tem de fazer do limão uma limonada. Tem de peticionar o Supremo para colocar em pauta o impeachment (de ministros) também. Sabe o que eu acho que vai acontecer, eles vão recuperar tudo. Não tem CPI, não tem investigação de ninguém do Supremo – disse Bolsonaro ao senador.

PRESIDENTE PEDE “UNIÃO E APOIO”
Pouco antes de falar com apoiadores no Alvorada, o presidente também foi às redes sociais pedir “união e apoio” ao seu governo. Na postagem, Bolsonaro elege o “comunismo” como inimigo a ser combatido, numa crítica velada a prefeitos e governadores que adotaram medidas restritivas para conter a proliferação da doença.

– Hoje você está tendo uma amostra do que é o comunismo e [de] quem são os protótipos de ditadores, aqueles que decretam proibição de cultos, toque de recolher, expropriação de imóveis, restrições a deslocamentos etc – afirma o presidente.

Na gravação com Kajuru, além de tratar do impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro insistiu que a CPI da Covid amplie a investigação para incluir governadores e prefeitos, não apenas o governo federal. O presidente atribuiu ainda o número de mortes da Covid-19 à suposta omissão de prefeitos e governadores.

– A questão do vírus… Não vai deixar de morrer gente, infelizmente, no Brasil. Poderia morrer menos gente se os governadores e prefeitos que pegassem recursos e aplicassem realmente em postos de saúde, hospital – disse Bolsonaro a Kajuru.

*Estadão

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