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Bolsonaro recebe representantes do WhatsApp no Planalto

Segundo ministro Fabio Faria, empresa negou ter adiado lançamento das comunidades em razão das eleições

Thamirys Andrade - 27/04/2022 12h46 | atualizado em 27/04/2022 13h55

Presidente Jair Bolsonaro Foto: EFE/ Joédson Alves

O presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu representantes do WhatsApp no Palácio do Planalto, em reunião nesta quarta-feira (27). O objetivo era esclarecer o suposto acordo entre a plataforma e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que o recurso de comunidades fosse lançado no Brasil somente após as eleições.

Em entrevista coletiva, o ministro das Comunicações, Fabio Faria, disse que a empresa negou que tenha adiado a implementação da ferramenta atendendo a um pedido do TSE. De acordo com ele, a rede social tomou a decisão com base no “mercado mundial”.

– Tivemos reunião agora com o presidente da República e representantes do WhatsApp e da Meta [controladora do WhatsApp] para esclarecimentos do que foi amplamente veiculado na imprensa, nas redes sociais. E o WhatsApp deixou claro, a Meta também, que em nenhum momento atendeu pedido do TSE para que fossem feitas essas mudanças em relação as comunidades apenas após as eleições. Isso não houve. Eles tomaram uma decisão global, olhando concorrentes, mercado mundial – relatou o ministro.

Em nota, o WhatsApp confirmou a informação dada por Fabio Faria.

– É importante ressaltar que a decisão sobre a data de lançamento deste recurso no Brasil foi tomada exclusivamente pela empresa, tendo em vista a confiabilidade do funcionamento do recurso e sua estratégia de negócios de longo prazo. Essa decisão não foi tomada a pedido nem por acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – esclareceu a empresa.

Na prática, a nova ferramenta do WhatsApp permite o envio de mensagens para milhares de pessoas ao mesmo tempo. Ela funcionará como um guarda-chuva, abrigando vários grupos em um só.

Em motociata realizada em São Paulo na última sexta (15), o presidente afirmou que um adiamento do recurso no Brasil em razão das eleições era “inadmissível, inaceitável” e que, se houvesse tal acordo com a Corte, ele “não será cumprido”.

– Isso que o WhatsApp tá fazendo no mundo todo, sem problema. Agora, abrir uma excepcionalidade para o Brasil é inadmissível, inaceitável e não vai ser cumprido esse acordo que porventura eles realmente tenham feito com o Brasil, com informações que eu tenho até o presente momento – assinalou Bolsonaro, na ocasião.

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