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"Como se no país dele não tivesse ocorrido as maiores queimadas", declarou presidente brasileiro

Ana Luiza Menezes - 06/09/2019 18h50 | atualizado em 06/09/2019 19h01

Evo Morales, presidente da Bolívia Foto: Divulgação

O presidente Jair Bolsonaro criticou nesta sexta-feira (6) o presidente da Bolívia, Evo Morales. Ele disse que é no país vizinho onde estão ocorrendo os maiores incêndios florestais.

– Agora há pouco, na conferência de Leticia [cidade na Colômbia onde ocorre uma cúpula sobre preservação na Amazônia] vi que tinha um ali [presidente] que não estava muito a favor das propostas dos demais. Parece que não estava integrado a nós – disse Bolsonaro.

Em sua declaração, o chefe do Executivo não chegou a citar o nome do líder boliviano.

– Ele disse que o capitalismo está destruindo a Amazônia. Como se no país dele não tivesse ocorrido as maiores queimadas – complementou o presidente.

As declarações foram dadas no Palácio do Planalto, durante um ato de lançamento, pelo Ministério da Educação, de uma carteira de identidade estudantil gratuita. Minutos antes, Bolsonaro fez um rápido pronunciamento por videoconferência na reunião em Leticia. Bolsonaro não viajou à Colômbia por recomendações médicas, já que deve se submeter a uma nova cirurgia neste fim de semana.

Além de Morales, participaram do encontro os presidentes da Colômbia, Iván Duque, Peru, Martín Vizcarra, e Equador, Lenín Moreno. Também estiveram presentes autoridades da Guiana e do Suriname.

A cúpula foi convocada por Duque e Vizcarra para coordenar uma respostas dos países que têm selva amazônica em seus territórios frente à onda de queimadas florestais na região.
Brasil e Bolívia são os mais afetados pelas chamas.

Foram dois os pontos da intervenção de Morales na cúpula -que antecedeu a do presidente brasileiro- que irritaram Bolsonaro. O boliviano de fato disse que o capitalismo era responsável pela destruição do meio ambiente, num contexto de crítica ao consumismo.

Em outro momento, Morales se queixou da ausência do ditador venezuelano Nicolás Maduro. Embora a Venezuela seja membro da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica, Maduro não foi convidado à cúpula por não ser reconhecido como presidente por quase todos os países presentes, entre eles Brasil, Colômbia e Peru.

*Folhapress

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