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Bolsonaro vai ao Senado para “remover” Barroso e Moraes

Presidente afirmou que apresentará pedidos de impeachment, mas que não irá "tentar cooptar senadores"

Henrique Gimenes - 17/08/2021 16h06 | atualizado em 17/08/2021 17h45

Presidente Jair Bolsonaro Foto: Isac Nóbrega/PR

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta terça-feira (17), que irá pedir o impeachment dos ministro Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista à Rádio Capital Notícia, de Cuiabá (MT), ele afirmou, no entanto, que não irá fazer como Barroso e “tentar cooptar senadores”.

No sábado (14), Bolsonaro havia dito que iria pedir ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), a abertura de um processo para investigar os dois ministros. De acordo com Bolsonaro, o pedido terá por base o artigo 52 da Constituição Federal, que trata justamente da competência do Senado para processar autoridades como os ministros do Supremo Tribunal Federal.

Ao retomar o assunto nesta terça-feira, o presidente da República disse que, após apresentar os pedidos, o Senado é que terá que decidir.

– Essa semana tenho novidades, dentro das 4 linhas da Constituição, temos novidades pela frente. Vou entrar com pedido de impedimento dos ministros no Senado, colocar lá. O que o Senado vai fazer? Está com o Senado agora, é independência – apontou.

Em seguida, Bolsonaro criticou uma atuação de Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pela derrubada do voto impresso auditável na Câmara.

– Não vou agora tentar cooptar senadores de uma forma ou de outra, oferecendo alguma coisa e etc para eles votarem o impeachment deles. Não vou fazer como o senhor ministro Barroso, do TSE, que foi para dentro do parlamento se reunir com lideranças partidárias – ressaltou.

Bolsonaro, no entanto, disse que suas críticas não são direcionadas a todo os ministros do STF.

– Nunca ninguém me viu atacando 11 ministros do STF. Quem fala isso está mentindo porque não tem como provar. Eu critico pontualmente, como alguns senadores, alguns deputados e alguns ministros. Como eu sou criticado também, isso faz parte da vida democrática – destacou.

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