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‘Bolsonaro poderia começar com uma palavra de solidariedade a ucranianos’, diz diplomata da Ucrânia

Em entrevista à imprensa brasileira, Anatoliy Tkach disse não entender "como se pode aplicar a imparcialidade" na questão envolvendo a Rússia

Pleno.News - 01/03/2022 21h01 | atualizado em 02/03/2022 10h18

Presidente Jair Bolsonaro Foto: Agência Brasil/José Cruz

Questionado, nesta terça-feira (1º), sobre Jair Bolsonaro ter dito que não tem o que conversar com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, o encarregado de negócios da Ucrânia no Brasil, Anatoliy Tkach, avaliou que o presidente brasileiro “poderia começar com uma palavra de solidariedade com o povo ucraniano”.

A fala de Bolsonaro ocorreu nesta segunda-feira (28) durante uma entrevista à rádio Jovem. Ao comentar a declaração nesta terça, Tkach disse não entender como se pode ser imparcial na situação atual.

– Os nossos países continuam mantendo o diálogo constante, e nós gostaríamos de ter esse contato no mais alto nível […] Eu não entendo o que é imparcialidade. Nós agora sabemos quem é o agressor e quem é a vítima. Então, não entendo como se pode aplicar a imparcialidade nessa situação. Nós estamos abertos para o diálogo – destacou.

Na segunda, Tkach afirmou que o posicionamento de Bolsonaro em relação à invasão russa poderia estar ocorrendo por falta de informação.

– O presidente do Brasil se pronunciou neutro. Eu acho que ele pode ser mal informado, não saber a situação atual que acontece na Ucrânia – disse Tkach em entrevista de ontem.

Ainda assim, Tkach agradeceu a iniciativa do governo brasileiro em conceder visto humanitário a cidadãos ucranianos em fuga da invasão da russa no país.

– É um gesto de hospitalidade. Agora os ucranianos têm mais um lugar para ir […] Mas, para parar a agressão, precisamos fazer uma pressão sobre o agressor. Essa pressão é o que muitos países do mundo já estão fazendo, cortando os laços e isolando a Rússia – destacou.

O diplomata disse não saber ainda quantos ucranianos podem vir para o Brasil.

– Também agradecemos aos governos estaduais que expressaram a sua prontidão em acolher, receber, orientar e inseri-los no mercado de trabalho – afirmou Tkach, citando os governos de São Paulo e do Paraná.

Segundo Tkach, cidadãos brasileiros de origem ucraniana estão organizando a ajuda humanitária e estão prontos para receber refugiados do conflito que chegarem ao Brasil.

– Não tivemos uma resposta oficial do governo brasileiro [sobre ajuda humanitária], mas começamos a trabalhar com organizações não governamentais – apontou.

Ainda na segunda, o presidente Bolsonaro anunciou, em entrevista à Rádio Jovem Pan, que o governo deve publicar portaria que permitirá a entrada de ucranianos no Brasil por meio de concessão de visto humanitário. Segundo o presidente, os refugiados deverão procurar a Embaixada do Brasil para fazer a solicitação.

*AE

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