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Bolsonaro pede fim do “confinamento em massa”

Declaração foi dada durante pronunciamento em rádio e TV

Henrique Gimenes - 24/03/2020 21h00 | atualizado em 25/03/2020 15h01

Presidente Jair Bolsonaro Foto: Isac Nóbrega/PR

Nesta terça-feira (24), o presidente Jair Bolsonaro disse que seu governo “vem desempenhando um excelente trabalho de esclarecimento e preparação do SUS para atendimento de possíveis vítimas”. De acordo com ele, a preparação para enfrentar a doença começou a operação de resgate de brasileiros em Wuhan, na China. As declarações foram dudas durante um pronunciamento em rádio em TV.

Em sua fala, Bolsonaro disse que sua gestão trabalhou para conter “o pânico, a histeria e, ao mesmo tempo, traçar a estratégia para salvar vidas e evitar o desemprego em massa”, mas que grande parte dos meios de comunicação espalhou a “sensação de pavor, tendo como carro-chefe o anúncio do grande número de vítimas na Itália”.

O presidente também criticou algumas autoridades estaduais e municipais e pediu que elas mudem “o conceito de terra arrasada, a proibição de transportes, o fechamento de comércios e o confinamento em massa. O que se passa no mundo tem mostrado que o grupo de risco é o das pessoas acima de 60 anos”.

Ele também homenageou “todos os profissionais de saúde, médicos, enfermeiros, técnicos e colaboradores, que na linha de frente, nos recebem nos hospitais, nos tratam e nos confortam. Sem pânico ou histeria, como venho falando desde o princípio”.

Por fim, Bolsonaro disse que “venceremos o vírus e nos orgulharemos de estar vivendo nesse novo Brasil, que tem tudo, sim, tudo para ser uma grande nação”.

Veja a íntegra:

Boa noite.

Desde quando resgatamos nossos irmãos em Wuhan, na China, em uma operação coordenada pelos ministérios da Defesa e Relações Exteriores, surgiu para nós o sinal amarelo. Começamos as nos preparar para enfrentar o coronavírus, pois sabíamos que, mais cedo ou mais tarde, ele chegaria ao Brasil.

Nosso ministro da Saúde reuniu-se com quase todos os secretários de saúde dos estados para que o planejamento estratégico de enfrentamento ao vírus fosse construído. E desde então, o doutor Henrique Mandetta vem desempenhando um excelente trabalho de esclarecimento e preparação do SUS para atendimento de possíveis vítimas.

Mas o que tínhamos que conter naquele momento era o pânico, a histeria e, ao mesmo tempo, traçar a estratégia para salvar vidas e evitar o desemprego em massa.

Assim fizemos, quase contra tudo e contra todos. Grande parte dos meios de comunicação foram na contramão. Espalharam exatamente a sensação de pavor, tendo como carro-chefe o anúncio do grande número de vítimas na Itália. Um país com um grande número de idosos e com o clima totalmente diferente do nosso.

O cenário perfeito potencializado pela mídia para que uma verdadeira histeria se espalhasse pelo nosso país.

Contudo, percebe-se que, de ontem para hoje, parte da imprensa mudou o seu editorial. Pedem calma e tranquilidade. Isso é muito bom. Parabéns, imprensa brasileira. É essencial que o equilíbrio e a verdade prevaleçam entre nós.

O vírus chegou, está sendo enfrentado por nós e brevemente passará. Nossa vida tem que continuar. Os empregos devem ser mantidos. O sustento das famílias deve ser preservado. Devemos sim, voltar à normalidade.

Algumas poucas autoridades estaduais e municipais devem abandonar o conceito de terra arrasada, a proibição de transportes, o fechamento de comércios e o confinamento em massa. O que se passa no mundo tem mostrado que o grupo de risco é o das pessoas acima de 60 anos. Então porque fechar escolas?

Raros são os casos fatais de pessoas sãs com menos de 40 anos de idade. Noventa porcento de nós não teremos qualquer manifestação caso se contamine. Devemos sim é ter extrema preocupação em não transmitir o vírus para os outros, em especial aos nossos queridos pais e avós, respeitando as orientações do Ministério da Saúde.

No meu caso particular, pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado pelo vírus, não precisaria me preocupar. Nada sentiria ou seria, quando muito, acometido de uma “gripezinha” ou “resfriadinho”, como bem disse aquele conhecido médico daquela conhecida televisão.

Enquanto estou falando, o mundo busca um tratamento para a doença. O FDA americano e o hospital Albert Einstein, em São Paulo, buscam a comprovação da eficácia da cloroquina no tratamento do Covid-19.

Nosso governo tem recebido notícias positivas sobre esse remédios fabricado no Brasil, largamente utilizado no combate à malária, ao lúpus e à artrite.

Acredito em Deus, que capacitará cientistas e pesquisadores do Brasil e do mundo na cura dessa doença.

Aproveito para render minha homenagem a todos os profissionais de saúde, médicos, enfermeiros, técnicos e colaboradores, que na linha de frente, nos recebem nos hospitais, nos tratam e nos confortam. Sem pânico ou histeria, como venho falando desde o princípio.

Venceremos o vírus e nos orgulharemos de estar vivendo nesse novo Brasil, que tem tudo, sim, tudo para ser uma grande nação.

Estamos juntos, cada vez mais unidos.

Deus abençoe nossa pátria querida.

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