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Bolsonaro nega privatização da transposição do São Francisco

Presidente afirmou que pretende estabelecer uma "parceria com a iniciativa privada" pelos serviços

Henrique Gimenes - 23/11/2020 20h49 | atualizado em 23/11/2020 21h55

Presidente Jair Bolsonaro Foto: PR/Alan Santos

O presidente Jair Bolsonaro utilizou suas redes sociais, nesta segunda-feira (23), para rebater uma matéria do jornal Folha de S.Paulo a respeito de uma privatização dos serviços da transposição do Rio São Francisco. Em sua conta do Twitter, Bolsonaro afirmou que uma “parceria com a iniciativa privada não é uma privatização” e que o governo estuda “uma alternativa para a eficiente operação e manutenção do sistema”.

De acordo com a reportagem da Folha, o governo Bolsonaro planeja fazer a concessão dos serviços em julho de 2021. A empresa vencedora seria responsável por cuidar da “operação dos reservatórios, estações de bombeamento e 477 quilômetros de canais”.

Ao rebater a informação, o presidente lembrou que “desde a concepção do projeto, em 2005, ficou acordado que os estados assumiriam os custos da operação e manutenção da transposição”. Ele, no entanto, ressaltou que “até hoje os estados não assumiram a operação”.

Bolsonaro também afirmou que, mesmo com a parceira, a União não abrirá “mão das decisões sobre o uso da água e do patrimônio construído pelo governo do Brasil”.

Leia o que disse o presidente:

– Garantir água para o Nordeste é prioridade para o nosso governo. As águas já chegaram a Pernambuco, Paraíba e Ceará, sem custos para os Estados; e em função das ações do meu governo, chegarão ao Rio Grande do Norte no próximo ano;

– Desde a concepção do projeto, em 2005, ficou acordado que os estados assumiriam os custos da operação e manutenção da transposição, o que já deveria ter acontecido. Apesar de termos atendido a todos os pedidos dos governadores na negociação em curso, até hoje os estados não assumiram a operação.

– O governo Jair Bolsonaro nada cobra pela água que chega a esses estados. Os governos de Pernambuco e Paraíba, por sua vez, cobram dos usuários uma tarifa pelo consumo dessa água que recebem de graça do Governo Federal;

– A parceria com a iniciativa privada não é uma privatização. Estudamos uma alternativa para a eficiente operação e manutenção do sistema. Não abriremos mão das decisões sobre o uso da água e do patrimônio construído pelo Governo do Brasil.

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