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Bolsonaro: “Não precisamos de cartinha em prol da democracia”

Manifesto em favor de urnas eletrônicas e sistema eleitoral brasileiro conta com mais de 100 mil assinaturas

Gabriel Mansur - 27/07/2022 19h41 | atualizado em 28/07/2022 14h47

Jair Bolsonaro Foto: Clauber Cleber Caetano/PR

O presidente Jair Bolsonaro (PL) ironizou, nesta quarta-feira (27), a Carta em Defesa da Democracia, que atingiu 100 mil msignatários nas primeiras 24 horas. O candidato à reeleição disse, durante convenção partidária do Progressistas, na Câmara dos Deputados, que não precisa escrever uma “cartinha para falar que defende a democracia brasileira”.

A declaração do chefe do Executivo federal ocorre um dia após ex-ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), empresários, banqueiros e artistas assinarem o texto, escrito por ex-docentes do curso de Direito da Universidade de São Paulo (USP), que defende o sistema eleitoral brasileiro e as urnas eletrônicas.

– Vivemos em um país democrático, defendemos a democracia. Não precisamos de nenhuma cartinha para falar que defendemos a democracia, e que queremos, cada vez mais, nós, cumprir e respeitar a Constituição. Não precisamos, então, de apoio ou sinalização de quem quer que seja para mostrar que o nosso caminho é a democracia, é a liberdade, é o respeito à Constituição – ressaltou.

O presidenciável ainda classificou a carta como “manifesto político”. Além disso, repetiu o discurso do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, e atribuiu a adesão dos banqueiros ao movimento como uma espécie de “vingança” à criação do Pix. Isto é, de acordo com Bolsonaro, os banqueiros resolveram apoiar o manifesto porque perderam arrecadação após a criação do sistema gratuito de transferência pelo Banco Central.

A CARTA
Formulado por professores da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), o documento recebeu o apoio de políticos de esquerda e de direita, de economistas, de advogados e até mesmo de personagens que já estiveram ligados ao governo de Jair Bolsonaro.

Sem citar nomes, a carta afirma que o Brasil “está passando por um momento de imenso perigo para a normalidade democrática, risco às instituições da República e insinuações de desacato ao resultado das eleições”.

O texto defende as urnas eletrônicas ao dizer que “o processo de apuração no país tem servido de exemplo no mundo, com respeito aos resultados e transição republicana de governo”.

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