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Bolsonaro: ‘Livro que fala em demissão de Moro é fake news’

Presidente afirmou ainda que a responsável pela obra leu seu pensamento

Henrique Gimenes - 14/01/2020 14h17 | atualizado em 14/01/2020 14h48

Presidente Jair Bolsonaro e ministro da Justiça, Sergio Moro Foto: Agência Brasil/José Cruz

O presidente Jair Bolsonaro se irritou nesta terça-feira (14) e encerrou uma entrevista à imprensa após falar sobre um livro que será lançado na próxima semana, segundo o qual ele cogitou demitir o ministro da Justiça, Sergio Moro, em 2019.

– Vocês têm uma colega de vocês que fez um livro que leu meu pensamento. Acho que não tenho que conversar com vocês, é só escrever o que você achar – disse na entrada do Palácio do Alvorada.

O presidente chamou a obra de mentirosa.

– O livro é fake news, mentiroso e não vou responder sobre o livro – acrescentou.

O livro “Tormenta”, que será lançado pela jornalista Thaís Oyama, diz que Bolsonaro cogitou a demissão de Moro no segundo semestre do ano passado, mas foi demovido da ideia pelo general Augusto Heleno, ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Nesta segunda-feira (13), o general Heleno negou à revista Crusoé ter atuado para demover Bolsonaro da ideia de demitir Moro em agosto do ano passado.

O presidente também foi questionado se pediu para que Fabrício Queiroz faltasse a depoimento ao Ministério Público do Rio de Janeiro, informação presente em trecho da publicação divulgado pela imprensa.

– Acabou a entrevista – disse o presidente, retirando-se do local.

O ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) na época em que ele era deputado estadual é pivô de uma investigação contra o filho do presidente de um esquema conhecido como “rachadinha”.

Nas redes sociais, Bolsonaro também fez criticas ao livro que será lançado pela Companhia das Letras sobre os bastidores do primeiro ano do presidente à frente do Palácio do Planalto.

– Essa imprensa é uma vergonha. Lê meus pensamentos e ministros se convencem a não demitirem a si próprios – escreveu o presidente.

*Folhapress

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