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Bolsonaro ironiza entrevista ao JN: “Pronunciamento do Bonner”

Presidente comentou entrevista concedida ao jornalístico da TV Globo

Paulo Moura - 23/08/2022 08h31 | atualizado em 23/08/2022 14h19

Bolsonaro no Jornal Nacional Foto: Reprodução/TV Globo

Após conceder entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, na noite desta segunda-feira (22), o presidente Jair Bolsonaro (PL) ironizou a postura do âncora William Bonner durante a conversa. Em uma postagem no Twitter, o chefe do Executivo afirmou que foi “uma enorme satisfação participar do pronunciamento” do jornalista.

– Foi uma enorme satisfação participar do pronunciamento de William Bonner Kkkkk. Na medida do possível, com muita humildade, pudemos esclarecer e levar algumas informações que raramente são noticiadas em sua emissora. Pela paciência e audiência, o meu muito obrigado a todos! – escreveu.

Bolsonaro ironizou entrevista ao JN Foto: Reprodução/Twitter

Bolsonaro inaugurou a série de entrevistas do Jornal Nacional, que receberá os principais candidatos à Presidência ao longo da semana, marcada ainda pelo início da propaganda eleitoral no rádio e na TV, na sexta-feira (26). Já no domingo (28), os eleitores poderão acompanhar na TV Bandeirantes o primeiro debate entre os principais concorrentes ao Palácio do Planalto.

A ENTREVISTA
O presidente Jair Bolsonaro manteve na entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, o questionamento às urnas eletrônicas e ao sistema eleitoral brasileiro. Logo no começo da entrevista, ele pediu “transparência nas eleições” e indagou:

– Se você pode colocar uma tranca a mais na sua casa para evitar que ela seja assaltada, você vai fazer ou não?

Bolsonaro também foi questionado sobre medidas de isolamento social adotadas por diversos países do mundo e que foram criticadas por ele e por integrantes do governo federal. O presidente negou que tenha havido erros ou omissões do governo. Bolsonaro aproveitou as perguntas sobre a pandemia de Covid-19 para criticar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid.

– Aquela CPI do circo feita por Omar Aziz e Randolfe Rodrigues não quiseram investigar o desvio de recursos enviados para governadores do Nordeste. Lamento as mortes. Não poderia ser tratado como começou a ser tratado. No protocolo do Mandetta, tinha o tratamento precoce, mas só em casos graves. Eu discordei dele – disse.

Os entrevistadores também abordaram o aumento da inflação e desvalorização do real em comparação ao dólar. Bonner questionou quais serão os planos de Bolsonaro para cumprir promessas para recuperar a economia em um eventual novo governo.

– Os planos foram frustrados na economia por uma seca enorme que tivemos no ano passado e pelo conflito da Ucrânia com a Rússia. Você vê o Brasil como o único país do mundo com deflação. Se fosse apenas o Brasil com esse problema, eu seria o responsável. A grande vacina foram as reformas, a reforma da Previdência, modernização das normas regulamentadoras – destacou.

Em outro momento, ao ser questionado sobre meio ambiente, o presidente negou que o Brasil é um país destruidor de florestas e disse que há abusos do Ibama ao destruir equipamentos apreendido pelo órgão por derrubar árvores ilegalmente na Amazônia.

– Quando se fala em Amazônia, por que não se fala na França, que há mais de 30 dias está pegando fogo. Assim como Espanha e Portugal. Califórnia pega fogo todo ano. Brasil, infelizmente, não é diferente. Grande parte disso aí é criminoso, eu sei disso – refutou.

*Com informações AE

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