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Bolsonaro: ‘Globo me acusou de genocida no horário nobre’

Em sua live semanal, presidente voltou a fazer críticas à emissora

Pleno.News - 13/08/2020 20h04 | atualizado em 13/08/2020 20h59

Presidente Jair Bolsonaro durante sua live semanal Foto: Reprodução

Durante sua tradicional live de quintas-feiras, o presidente Jair Bolsonaro voltou a fazer críticas à TV Globo por responsabilizá-lo pela marca das 100 mil mortes de Covid-19 no país. De acordo com ele, a emissora apresentou uma “acusação de genocida para cima de mim, no horário nobre”.

Apesar de já ter falado a respeito do assunto em suas redes sociais no domingo (9), Bolsonaro decidiu voltar ao tema nesta quinta-feira (13). Ele começou dizendo que a acusação “não tem cabimento” e lembrou das medidas tomadas por seu governo.

– Um órgão de imprensa grande me acusou, de forma clara, de ser o responsável por 100 mil mortes no Brasil. Isso não tem cabimento. Nós tomamos decisões desde lá atrás, desde antes do Carnaval. Fomos tomando medidas concretas para nos preparamos para o problema que estava vindo para cá – ressaltou.

O presidente também lembrou de uma portaria sobre medidas de isolamento social determinadas pelo ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, definido por ele como “grande marqueteiro da TV Globo”. Bolsonaro disse que a medida adotada por seu ex-ministro não deu certo.

– Aqui uma portaria do Mandetta de 20 de março. “Determinou o isolamento domiciliar da pessoa com sintoma respiratório e das pessoas que residem no mesmo endereço pelo prazo de 14 dias”. Ou seja, isolamento domiciliar para todo mundo (…) Não quero dizer que o Mandetta fez de má fé, mas é uma medida que não deu certo. Eu sempre defendi o isolamento vertical, mas depois o nosso STF resolveu dizer que quem tomava essa decisão eram governadores e prefeitos – apontou.

Durante a live, ele voltou a defender o uso da hidroxicloroquina no tratamento contra a Covid-19 e deu exemplos de pessoas que se curaram com o medicamento.

– Problemas temos. Não quero culpar ninguém, mas o tempo, a história vai mostrar onde se errou ou não e se poderiam ter evitados mortes (…) Mortes poderiam ter sido evitadas, ainda mais por essa questão aqui que não canso de falar [hidroxicloroquina] (…) Como eu disse, deu certo comigo, com 10 ministros, com mais de 100 servidores que trabalham no prédio da Presidência da República. E vamos tocando a vida, não podemos nos acovardar – afirmou.

Bolsonaro então voltou a falar sobre a importância da economia do Brasil e como sempre foi criticado pela Globo por abordar o assunto.

– Eu sempre disse que nós tínhamos dois grandes problemas, o vírus e o desemprego. E ambos deveriam ser tratados com responsabilidade e ao mesmo tempo. Onde essa grande rede de televisão batia em mim o tempo todo como se eu tivesse fazendo pouco caso das vidas que começaram a se perder naquele momento – disse.

Por fim, o presidente falou sobre a necessidade de se defender da acusação de genocida feita pela emissora e que vai esclarecer a verdade.

– Então vamos tentar a responsabilização e o esclarecimento da verdade no tocante a essa matéria. Não dá para não se defender isso, porque uma acusação de genocida para cima de mim, no horário nobre. Ou ser bem claro, que eu sou o responsável, que deveria cumprir a Constituição (…) Com tudo o que nós fizemos, quase R$ 700 bilhões de uma forma ou outra para combater o vírus (…) medidas para enfrentar o desemprego (…) o auxílio emergencial que custa R$ 50 bilhões por mês – destacou.

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