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Bolsonaro é processado pelo MPF após piada com apoiador negro

Homem alvo das piadas não se ofendeu

Pierre Borges - 23/07/2021 17h53 | atualizado em 23/07/2021 18h36

Presidente Jair Bolsonaro Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro foi processado pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Defensoria Pública da União (DPU) por piadas que fez sobre o cabelo de um apoiador negro. Os órgãos acusam Bolsonaro de racismo e pedem ações reparadoras que totalizam R$ 15 milhões. O apoiador não demonstrou incômodo com as piadas.

Em conversa com apoiadores no dia 8 desse mês, o presidente brincou com um homem negro de cabelo black power em frente ao Palácio da Alvorada. Em meio a risos, Bolsonaro chamou o apoiador de “criador de baratas” e disse que viu uma barata no cabelo dele.

– Você não pode tomar ivermectina, porque vai matar teus piolhos todos – disse o presidente enquanto ria junto com os outros apoiadores.

Uma pessoa que estava no local chegou a brincar com Bolsonaro dizendo que “vai dar processo”. O negro alvo das piadas disse que Bolsonaro podia brincar e que ele não é “um negro vitimista”.

– Só pra frisar que o presidente tem essa intimidade pra brincar, da mesma maneira que ele dá liberdade pra o pessoal brincar. E [também quero] dizer que eu não sou um negro vitimista. Tudo o que eu conquistei na vida é por causa do trabalho, meritocracia, e nada me difere de uma pessoa branca como eles [esquerdistas] querem separar – disse o apoiador negro.

O documento do MPF e do DPU pede que Bolsonaro e a União paguem indenização coletiva por danos morais no valor mínimo de R$ 5 milhões. O dinheiro iria para o Fundo de Direitos Difusos e seria usado para fazer uma campanha publicitária de combate ao racismo, com valor mínimo de R$ 10 milhões.

A ação pede ainda que o presidente se abstenha de novos comentários desse tipo e que ele se retrate na mídia e nos meios de comunicação oficiais do governo federal. Para os órgãos, os comentários de Bolsonaro visam transformar um “elemento de afirmação da identidade negra em algo sujo, execrável […] em evidente comportamento discriminatório”.

O documento diz ainda que o fato de o apoiador não se ofender com as piadas não descaracteriza a “prática racista” de Bolsonaro.

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