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Bolsonaro diz que o passaporte da vacina é uma ‘discriminação’

Em entrevista ao canal CNN Brasil, presidente falou do Brasil e dos desafios enfrentados por seu governo

Henrique Gimenes - 30/09/2021 15h04 | atualizado em 30/09/2021 15h51

Presidente Jair Bolsonaro em entrevista ao canal CNN Brasil Foto: Reprodução/CNN Brasil

Nesta quinta-feira (30), o presidente Jair Bolsonaro concedeu uma entrevista ao canal CNN Brasil, para falar sobre a situação econômica do Brasil e dos desafios enfrentados por seu governo. Ele disse que o país foi um dos que “que menos sofreu economicamente com a pandemia”, criticou os passaportes da vacina e disse acreditar que não teremos “racionamento” de energia.

Bolsonaro iniciou a entrevista falando sobre algumas ações tomadas por seu governo e disse que o país está melhorando.

– O Brasil está melhorando, apesar dos problemas adversos que encontramos na natureza e ate mesmo [de] alguns problemas internos, que é comum acontecer quando se negocia no mundo político – apontou.

O chefe do Executivo foi, então, questionado sobre as expectativas econômicas para o Brasil e a previsão do Produto Interno Bruto (PIB).

– Lamentamos os problemas. Não é apenas o Brasil; é o mundo todo. E repito: o Brasil está sendo um dos países que menos sofreu economicamente com a pandemia. E é um dos países que melhor está se saindo pós-pandemia. Tanto que o PIB nosso, no ano passado, perdemos 4%, quando o mundo achava que perderíamos 10% […] No corrente ano, a última projeção de crescimento do Brasil é 5.4%. Estamos saindo da pandemia de forma bastante forte. Agora, as respostas não são de imediato; [são] a curto e médio prazo. Só no mês de agosto, geramos 370 mil novos empregos – explicou.

O presidente também voltou a criticar as políticas de lockdown e lamentou a nova iniciativa de adotar “passaportes da vacina”.

– O Brasil está indo bem; agora, os informais ainda estão com dificuldade. Quem aprisionou dentro de casas os informais não foi o governo federal, porque desde o começo eu falei: “devemos cuidar do vírus e do desemprego”, e muitos acharam que era penas do vírus […] A gente espera que os governadores não pratiquem mais políticas de lockdown e nem essa, que está na moda, do “passaporte da vacinação”, [pois é] uma maneira de discriminar e separar as pessoas – destacou.

Por fim, Bolsonaro falou sobre a crise hídrica pela qual o país passa e explicou que o governo segue seu trabalho para resolver a situação. O presidente disse acreditar ainda que não acredita em um racionamento de energia.

– Fomos obrigados a decretar uma bandeira acima da vermelha. Não é maldade do governo […] A gente pede a Deus que mande uma chuva para a gente, porque nossa crise hídrica é a maior nos últimos 91 anos. Não acreditamos em racionamento, mas sempre dá para pedir a população para apagar um ponto de luz em casa […] O governo tem trabalhado desde 2019, [quando] não tínhamos crise. Nós zeramos os impostos de importação de placa voltaica para quem quiser energia solar em sua residência. Estamos fazendo muito desde antes da pandemia. E, graças a isso, [por] antecipar problemas, [é] que o Brasil não está em uma situação mais complicada – concluiu.

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