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O estado do Rio de Janeiro foi citado pelo presidente

Pleno.News - 14/04/2021 13h53 | atualizado em 14/04/2021 15h04

Bolsonaro sério irritado
Presidente Jair Bolsonaro Foto: Flickr/Palácio do Planalto

O presidente Jair Bolsonaro voltou a dizer que a determinação do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que fosse aberta a CPI da Covid no Senado foi uma “interferência” junto ao Legislativo, com o objetivo de atingi-lo.

Nesta quarta-feira (14), o plenário do STF decidirá se referenda ou não a determinação de Barroso, cumprida ontem pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

– Há alguma notícia de desvio da minha parte? Uma que seja [dizendo que] desviei R$ 1? Zero. O autor da proposta de CPI, Randolfe Rodrigues, [disse servir para] “apurar as omissões do presidente”. É fazer palanque. Eu não vou interferir, nem posso, nem iria interferir no Senado Federal – disse Bolsonaro na manhã desta quarta a apoiadores no Palácio da Alvorada.

O presidente também cobrou que a CPI sirva para investigar governadores e prefeitos.

– Por que investigar omissões minhas e não [as] de quem pegou dinheiro na ponta da linha? – argumentou.

Bolsonaro também afirmou que, no início da pandemia, o governo federal enviou recursos, e os governadores “fizeram hospitais de campanha maravilhosos”. Ele citou então que o governador Wilson Witzel gastou R$ 25 milhões dos recursos de um dos hospitais de campanha com jardinagem.

– Foi afastado o governador [do RJ]. Tem outro que ‘tá afastado, [e] outros que estão sendo processados. Não são todos, é uma minoria, mas fizeram a festa – completou.

O presidente do Senado apensou os dois requerimentos de CPI num só, ou seja, uniu as demandas e definiu o escopo das investigações sobre as ações e omissões do governo federal, com destaque na crise em Manaus, no início do ano, e nos repasses de verbas a estados e municípios. A apuração sobre os repasses atendeu, em parte, a um apelo do presidente, e o requerimento específico para isso foi elaborado no início da semana.

KAJURU

No domingo (11), o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) divulgou a gravação de uma conversa telefônica dele com Bolsonaro, na qual o presidente pediu que fossem protocolados pedidos de impeachment contra ministros do STF e que fosse ampliado o escopo da CPI, para que esta incluísse governadores e prefeitos.

Nesta manhã (14), Bolsonaro disse que Kajuru o procurou para informá-lo sobre a divulgação do áudio, e ele (o presidente) relatou que não respondeu nada.

– Fiquei quieto. O cara me gravou. Vou falar o que com ele? Fiquei quieto e desliguei o telefone – reclamou Bolsonaro.

*Estadão

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