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Bolsonaro defende Ribeiro: ‘Não tinha materialidade para prisão’

Em sua live semanal, presidente afirmou que colocaria a mão no fogo pelo ex-ministro

Henrique Gimenes - 23/06/2022 21h08 | atualizado em 24/06/2022 10h25

Presidente Jair Bolsonaro em sua live semanal Foto: Reprodução/Print de vídeo publicado por Jair Bolsonaro nas redes sociais

Nesta quinta-feira (23), durante sua tradicional live pelas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro falou sobre a prisão do seu ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro. Ele disse que exagerou quando disse que “colocava a cara no fogo pelo Milton“, mas garantiu que confia no ex-ministro e que colocaria “a mão no fogo por ele”.

Milton Ribeiro foi preso nesta quarta (22), durante uma ação da PF. A detenção decorreu do cumprimento de um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça no âmbito da operação Acesso Pago, deflagrada pela Polícia Federal (PF). O ex-ministro, no entanto, acabou sendo solto nesta quinta.

Ao comentar a situação, Bolsonaro reforçou ter confiança em seus ministros e disse que dificilmente algum deles irá cometer algum ato de corrupção.

– Eu falei lá atrás que botava a cara no fogo por ele. Eu exagerei, mas eu boto a mão no fogo pelo Milton. Assim como boto por todos os meus ministros, porque pelo o que eu conheço deles, a vivência, dificilmente alguém vai cometer um ato de corrupção – ressaltou.

Na sequência, o presidente lembrou que Milton Ribeiro chegou a denunciar suspeitas de corrupção no Ministério da Educação. Ele então falou sobre o juiz que decretou a prisão.

– O juiz que decretou a prisão foi o mesmo que deu uma decisão dizendo que cada vez que alguém me visse na rua sem máscara, me multar em R$ 2 mil (…). E várias outras ações contra o governo (…). E você vai ver o processo, o MPF foi contra a prisão – apontou.

Para Bolsonaro, não havia motivo para a prisão.

– Ué, cada um pode ter R$ 50 mil na sua conta, pode ter R$ 100 mil na tua conta. Se você vender um imóvel hoje, você pode ter R$ 200 mil na sua conta. Qual o problema? É uma movimentação atípica? É. (…) Mas ali era compra de um carro. Não tinha materialidade nenhuma para a prisão do Milton. Mas serviu para desgastar o governo, fazer uma maldade com a família do Milton – destacou.

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