Bolsonaro critica tentativa do STF de validar vazamentos
Presidente afirmou ser errado utilizar arquivos roubados de celulares das autoridades
Paulo Moura - 04/10/2019 10h36 | atualizado em 04/10/2019 10h41

O presidente Jair Bolsonaro declarou, ao deixar o Palácio da Alvorada na manhã desta sexta-feira (4), que é contrário à tentativa do Supremo Tribunal Federal (STF) de validar juridicamente as mensagens de Telegram envolvendo integrantes da operação Lava Jato.
– Se é criminosa é criminosa, ponto final. O que é criminoso é criminoso, respeita a lei. Quebra de sigilo, se seguiu a lei, tudo bem. Não seguiu, tá errado – disse.
Uma reportagem do jornal Folha de São Paulo afirmou que a Corte vai acionar a Procuradoria-Geral da República (PGR) para verificar a autenticidade dos arquivos. O movimento deve ser levado à Procuradoria pelo ministro Gilmar Mendes, mas conta com apoio de outros integrantes do STF.
Se a apuração atestar oficialmente a veracidade das mensagens, essas poderão ser usadas em processos com eventuais impactos sobre decisões judiciais e agentes públicos que atuaram na Lava Jato. A PGR poderá receber o material do STF, que requisitou as mensagens à Polícia Federal, ou da polícia, responsável pela investigação sobre o caso.
*Folhapress
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