Bolsonaro: A contagem de votos atual não tem transparência
Presidente voltou a defender mudança no atual método de votação e apuração das eleições
Paulo Moura - 05/08/2021 11h45 | atualizado em 05/08/2021 14h51

Durante sua participação no Debate 93, da rádio 93FM do Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira (5), o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender a implementação do voto impresso auditável. Durante a entrevista, o chefe do Executivo afirmou que não há transparência com o método atual de votação e apuração dos votos.
– Todo ato administrativo, e o ato de votar é um ato administrativo, tem que ter publicidade, tem que ter transparência, o que não tem no momento – disse.
O chefe do Executivo pediu que o Brasil siga o método utilizado em países como o Paraguai, que imprimem o voto, e rebateu alegações feitas pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, de que o equipamento teria dificuldade de ser transportado para lugares distantes. Segundo Bolsonaro, as Forças Armadas já fazem esse trabalho.
– As Forças Armadas vão fazer esse trabalho, como sempre fizeram; então, o medo do voto em cédula, sem contato manual, tendo um sistema auditável, é por parte do senhor ministro Barroso que deveria agir justamente de maneira contrária – declarou.
Bolsonaro disse também que já chegou a conversar com o governo paraguaio para obter uma contribuição do sistema de votação daquele país ao sistema brasileiro. De acordo com o chefe do Executivo, o presidente do Paraguai, Mario Abdo, deixou servidores da Justiça Eleitoral daquele país à disposição do Brasil.
– É duro ouvir o presidente do TSE, o ministro Luís Barroso, ser contrário ao voto democrático, contrário à contagem pública de votos – completou.
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