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Pleno.News - 23/03/2022 10h38 | atualizado em 23/03/2022 10h50

Ministro Milton Ribeiro Foto: Luis Fortes/MEC

O presidente da Frente Parlamentar Evangélica, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), disse que conversou com o ministro da Educação, Milton Ribeiro, sobre o chamado “gabinete paralelo” de pastores. O deputado afirmou esperar explicações do titular do MEC até esta quarta-feira (23), quando se pronunciará em nome da bancada, mas evitou dizer se a nota divulgada mais cedo pelo ministro é “suficiente”.

– Falei com o ministro e disse a ele que não vou me manifestar até amanhã de manhã [hoje] para dar o tempo a ele para ele trazer explicações ao caso – declarou Sóstenes.

Em nota divulgada na tarde de terça-feira (22), Ribeiro disse que Bolsonaro não ordenou “atendimento preferencial a ninguém”. Ele também negou favorecer determinados grupos em detrimento de outros.

– Registro ainda que o presidente da República não pediu atendimento preferencial a ninguém, solicitou apenas que pudesse receber todos que nos procurassem, inclusive as pessoas citadas na reportagem – afirmou Ribeiro, na nota divulgada pelo MEC.

Sóstenes também procurou se distanciar de Ribeiro.

– O Ministro não foi indicação da Frente Evangélica, aliás, nenhum dos ministros evangélicos do governo teve a indicação da FPE. Logo, se não temos indicação, não temos que pedir troca do que nunca indicamos – respondeu, ao ser questionado se defenderia a demissão do ministro.

Na sexta-feira (18), Sóstenes havia dito que iria conversar sobre o assunto com o presidente Jair Bolsonaro (PL). Os dois estavam juntos em agenda no Acre e retornaram a Brasília naquele mesmo dia.

– Isso não é papel de líderes religiosos, mas sim de parlamentares. Para isso disputamos eleição – afirmou Sóstenes, que é próximo do governo e do mesmo partido do chefe do Executivo.

*AE

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