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Aziz diz que será “impossível” Aras engavetar relatório da CPI

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Gabriela Doria - 05/10/2021 14h51 | atualizado em 05/10/2021 15h53

Senador Omar Aziz
Senador Omar Aziz afirma que não terá como Augusto Aras engavetar relatório da CPI Foto: Agência Senado/Edilson Rodrigues

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, Omar Aziz (PSD-AM), declarou que será “impossível” ao procurador-geral da República, Augusto Aras, engavetar o relatório final da comissão. O documento irá pedir o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro e de outras dezenas de pessoas.

– Hoje é de conhecimento público: não dá para engavetar isso. Não dá para jogar debaixo da gaveta. Não tem como. São 600 mil vidas que se perderam. Não temo como. Seja o doutor Aras, o doutor João, doutor Raimundo, quem quer que seja, não tem como engavetar – afirmou Aziz à Rádio Bandeirantes.

O presidente da CPI garantiu ainda que irá cobrar diariamente um posicionamento da PGR.

– Essas coisas todas não há como segurar. Nenhum governo é eterno, e isso não prescreve. São 600 mil vidas, milhões de brasileiros sequelados e pessoas que deixaram crianças órfãs – destacou.

CPI NÃO OUVIRÁ QUEIROGA
Como publicado pelo Pleno.News, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 não irá ouvir novamente o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. No entanto, a Comissão aprovou nesta terça-feira (5) um requerimento para questioná-lo sobre alguns assuntos, inclusive sobre a descontinuidade do uso da CoronaVac para o próximo ano.

O Butantan concluiu no mês passado a entrega das 100 milhões de doses da vacina compradas pelo governo federal. Nesta terça, Queiroga disse que não irá mais comprar doses do imunizante a menos que receba o registro definitivo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Anteriormente, a CoronaVac havia sido aprovada em caráter emergencial.

Os senadores também querem saber qual é a situação atual do estoque de vacinas contra Covid-19 no país, além de como está o planejamento das campanhas de vacinação até o fim deste ano. Assim, Queiroga terá que explicar, em 48 horas, como será o planejamento do Plano Nacional de Imunização (PNI) para 2022, o programa de acompanhamento epidemiológico em substituição ao Epicovid e o apontamento dos membros da equipe técnica do contexto da pandemia, responsáveis pela formulação de políticas públicas.

O autor do requerimento é o senador Alessandro Vieira. O relatório final da CPI tem data de entrega prevista para o dia 19 de outubro e o relator Renan Calheiros já afirmou que o presidente Jair Bolsonaro “com certeza” será indiciado pela Comissão.

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