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Assessora de Nise Yamaguchi também processa senadores

Reverenda Jane Silva decidiu acionar Omar Aziz e Renan Calheiros na Justiça

Paulo Moura - 21/06/2021 09h53 | atualizado em 21/06/2021 09h57

Jane Silva e Nise Yamaguchi Foto: Reprodução

A reverenda Jane Silva, assessora da imunologista Nise Yamaguchi, decidiu também ingressar com um processo na Justiça do Distrito Federal contra senadores da CPI da Covid por conta da postura dos parlamentares durante a sessão do último dia 1° de junho, quando a médica prestou depoimento ao colegiado.

No caso de Jane, a ação é contra os senadores Omar Aziz (PSD-AM) e Renan Calheiros (MDB-AL), respectivamente, presidente e relator da CPI. A reverenda pede que Aziz seja condenado a pagar R$ 100 mil por danos morais, por tê-la expulsado do plenário da CPI no dia do depoimento de Nise, em 1° de junho.

Silva diz que foi expulsa da sessão após reclamar da forma como os senadores estavam tratando a doutora Nise Yamaguchi. No pedido, Jane relata ainda que se dirigiu à antessala da CPI e que, em seguida, um assessor da comissão a procurou informando que ela poderia voltar para o plenário. A reverenda, porém, teria dito que só voltaria se fosse chamada pelo microfone.

Já em relação a Renan, Jane pede que a Justiça declare o “impedimento legal” para o senador continuar exercendo a função de relator da comissão, “em decorrência de sua comprovada suspeição”. O caso será analisado pelo juiz Diego Câmara, da 17ª Vara de Brasília.

AÇÃO DE NISE YAMAGUCHI
Nise Yamaguchi processou os senadores Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI da Pandemia, e Otto Alencar (PSD-BA), integrante do colegiado, por conta da postura dos dois contra ela durante a sessão da CPI no último dia 1° de junho. Na ação, a médica pede R$ 160 mil de danos morais de cada parlamentar.

Nise declara ter sido vítima de misoginia, preconceito às mulheres, e humilhação durante a oitiva. O nome da médica foi incluído, na sexta-feira (18), entre os 14 investigados pela CPI. Na ação, a médica afirma que Aziz e Alencar abusaram do direito da imunidade parlamentar a que têm e “perpetraram um verdadeiro massacre moral”.

Os defensores de Nise afirmam que houve clara intenção do senador Otto Alencar em “diminuir e humilhar” a médica com a pergunta elaborada por ele sobre a diferença entre vírus e protozoário. Os advogados destacam também que o presidente da CPI, Omar Aziz, foi “cúmplice” dos ataques.

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