“As máscaras estão caindo”, dispara deputado Helio Lopes
Deputado comentou os mais de 100 dias de prisão domiciliar de Jair Bolsonaro
Monique Mello - 13/11/2025 13h14 | atualizado em 13/11/2025 13h41

A prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) completou 100 dias nesta semana. Ele está detido em sua residência em Brasília desde o dia 4 de agosto. Em entrevista ao Pleno Time, o deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ), aliado próximo do ex-presidente, comentou sobre o período e criticou a situação que chamou de “injustiça” e “perseguição”.
– O Bolsonaro, assim, é um amigo que a vida me deu, que eu conheço há quase 20 e poucos anos, quase 30 anos. A gente fica muito sentido e vê, não um amigo, é um irmão sendo preso injustamente. Ele está aí 101 dias hoje, 101 dias de uma prisão injusta, uma suprema covardia, uma suprema perseguição – afirmou o parlamentar, nesta quarta-feira (12).
Lopes contou que tem participado de orações diárias pela libertação de Bolsonaro e das pessoas presas por envolvimento nos atos de 8 de janeiro.
– O [senador] Magno Malta, que foi o idealizador, me chamou para esse propósito. Estamos lá já 100 dias orando pela libertação do Bolsonaro, assim também como todos envolvidos do 8 de janeiro, porque não tem amparo, não tem lei – disse.
O deputado também criticou decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e classificou as prisões como desumanas.
– Não tem sentimento de humanidade. É uma perseguição, uma tremenda injustiça. Já que a justiça do homem aqui não está funcionando, a gente tá indo orar, pedindo a Deus para que Deus derrame bênção, para interceder, para que a justiça de Deus, essa sim, essa não falha – afirmou.
Hélio Lopes disse ainda que o episódio de 8 de janeiro serviu para “revelar as verdadeiras posições” de algumas pessoas. Ele mencionou que “máscaras estão caindo”.
– O importante também é a gente aproveitar esse momento do 8 de janeiro, que a gente está conseguindo filtrar algumas coisas… as máscaras estão caindo. Tinha muita pessoa, tinha muita gente aí, que só era Bolsonaro só na hora da eleição. Agora que realmente ele precisa, precisa que as pessoas se unam para defender não só ele como uma anistia ampla para todos envolvidos do 8 de janeiro, a gente vê poucas pessoas. Não quero nominar, mas o meu papel eu tô (sic) fazendo: orando, pedindo a Deus, intercedendo e esperando que no tempo de Deus as coisas possam acontecer – declarou.
O deputado também mencionou o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está com a família nos Estados Unidos.
– Nós temos aí alguns envolvidos no 8 de janeiro fora do país. Tem o Eduardo Bolsonaro que está com a família lá nos Estados Unidos. Ele não cometeu erro nenhum. Tinha aqui pessoal querendo prender ele aqui. Ele está com crianças lá. Ele não pode falar com o [Jair] Bolsonaro. Olha só que coisa, que desumanidade. Pessoal ficava falando “democracia, democracia” e tomando essas atitudes autoritárias – criticou.
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