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Arolde: “Ir contra privacidade de Bolsonaro é criminoso”

Em suas redes sociais, senador disse que decisão do ministro Celso de Mello foi tomada no "limiar da irresponsabilidade"

Henrique Gimenes - 22/05/2020 17h40

Senador Arolde de Oliveira Foto: Agência Senado/Jefferson Rudy

Nesta sexta-feira (22), o senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ) criticou a decisão do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), de pedir a apreensão do celular do presidente Jair Bolsonaro. Em suas redes sociais, o parlamentar afirmou que o ministro “busca um confronto de consequências imprevisíveis” e que “avançar na privacidade do presidente é um ato insano e criminoso”.

Os pedidos de apreensão dos telefones de Bolsonaro e de seu filho, o vereador Carlos Bolsonaro, foram enviados por Celso de Mello à Procuradoria-Geral da República (PGR) para análise. Em sua decisão, ele afirmou que é dever jurídico do Estado apurar a “autoria e a materialidade dos fatos delituosos narrados por qualquer pessoa do povo”.

Ao comentar a medida, Arolde de Oliveira afirmou que o ministro tomou “uma decisão no limiar da irresponsabilidade”.

A idade embotou a mente do decano Celso de Mello, do STF. Sua agressão à privacidade do presidente Jair Bolsonaro busca um confronto de consequências imprevisíveis. No fim da carreira, por alguns minutos de holofote, toma uma decisão no limiar da irresponsabilidade – apontou.

Para o parlamentar, é preciso “reagir e fazer cumprir” a Constituição Federal.

O Artigo 51 da CF [Constituição Federal] define que “compete privativamente à Câmara dos Deputados: I-autorizar a instauração de processo contra o Presidente da República…”. Avançar na privacidade do presidente é um ato insano e criminoso. Temos que reagir e fazer cumprir a CF. Chega – destacou.

Mais cedo, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, classificou a decisão do STF de “inconcebível e, até certo ponto, inacreditável”. Em nota, ele alertou ainda que “tal atitude é uma evidente tentativa de comprometer a harmonia entre os poderes e poderá ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional”.

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